O governo federal está finalizando um decreto que promete endurecer as punições para crimes de maus-tratos contra animais no Brasil. Batizada de “Justiça por Orelha”, a iniciativa faz referência ao cão comunitário que teria sido vítima de violência na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada pela CNN.
A publicação do texto está prevista para meados de março, coincidindo com a Semana Nacional dos Animais. Mais do que um gesto simbólico, a proposta quer marcar posição: ampliar a proteção legal e apertar o cerco contra agressores.
Hoje, o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais estabelece detenção de três meses a um ano e multa para casos de abuso, ferimentos ou mutilação de animais. Em caso de morte, a pena pode chegar a dois a cinco anos, com aumento de 1/6 a 1/3.
Já as multas administrativas, definidas por decreto em 2008, variam de R$ 300 a R$ 3.000 — valores considerados defasados diante da gravidade dos casos e da recorrência das denúncias.
Sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente, com apoio da Casa Civil, o novo decreto está sendo estruturado para atualizar as multas e incluir agravantes específicos.
Entre eles, estão:
Reincidência do agressor
Uso de violência extrema
Divulgação dos atos nas redes sociais
Maus-tratos contra espécies ameaçadas
Envolvimento de menores
A intenção é tornar a punição mais proporcional à gravidade da conduta e fechar brechas que, na prática, acabam favorecendo a impunidade.
Ao atrelar o nome do decreto a “Orelha”, o governo sinaliza que quer transformar um episódio de comoção pública em marco regulatório. A medida combina simbolismo e estratégia: responde à pressão social e busca atualizar um arcabouço legal que, para especialistas e ativistas, já não acompanha a realidade dos crimes contra animais no país.
Se aprovado nos moldes previstos, o decreto poderá representar um novo capítulo na política de proteção animal no Brasil — menos tolerância, mais responsabilização.
Da Redação.
Prisão Domiciliar Prisão Domiciliar de Bolsonaro: Recuperação de saúde ou flexibilização da pena?
STJ STJ rejeita relatório produzido por IA como prova em caso de injúria racial
Senado Senado aprova lei que endurece penas para vicaricídio após caso chocante em Goiás
STF STF derruba decisão de André Mendonça e rejeita prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2
CPMI do INSS CPMI do INSS pode votar relatório final neste sábado com mais de 220 indiciamentos
Justiça de Barreiras Justiça obriga a Prefeitura de Barreiras a entregar os dados dos funcionários terceirizados após demora injustificada Mín. 22° Máx. 36°
Mín. 20° Máx. 36°
Tempo nubladoMín. 24° Máx. 34°
Tempo nublado