Quarta, 29 de Abril de 2026 12:10
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Suposto empate técnico entre Jerônimo e ACM Neto nas eleições de 2026 acende o laerta na oposição da Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues encosta em ACM Neto na pesquisa Quaest e causa pânico na oposição.

29/04/2026 10h06
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Suposto empate técnico entre Jerônimo e ACM Neto nas eleições de 2026 acende o laerta na oposição da Bahia

A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta terça-feira (29), aponta um cenário de empate técnico na corrida pelo governo da Bahia em 2026.

De acordo com o levantamento, o atual governador, Jerônimo Rodrigues, aparece com 37% das intenções de voto, enquanto o principal nome da oposição, ACM Neto, registra 41%.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 1.200 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de abril e possui nível de confiança de 95%.

Outros nomes também foram citados: Ronaldo Mansu pontua com 1%, enquanto José Estêvão não alcançou índice significativo. Já os indecisos somam 11%, e 10% afirmaram votar em branco, nulo ou não participar do pleito — um contingente que pode ser decisivo nos próximos meses.

Em uma simulação de segundo turno, o cenário se mantém apertado: Jerônimo aparece com 38% contra 41% de ACM Neto, indicando que a disputa tende a ser acirrada até o fim.

Mas o dado que mais chama atenção — e que rende inevitáveis comentários nos bastidores — é a comparação com a eleição anterior. Na largada de 2022, ACM Neto chegou a ostentar cerca de 67% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues aparecia com modestos 3%. O desfecho, no entanto, contrariou todas as previsões: Jerônimo virou o jogo e venceu a eleição.

Agora, o roteiro parece ter um toque de ironia política. Se antes ACM Neto liderava com folga e acabou derrotado, hoje vê sua vantagem dentro da margem de erro já no início da disputa.

Nos corredores da política baiana, a leitura é inevitável: começar empatado pode ser um sinal de alerta — ou, no mínimo, um convite à cautela.

Enquanto isso, Jerônimo, que já provou saber crescer durante a campanha, observa um cenário bem mais confortável do que o enfrentado no passado.

E a pergunta que ecoa, com certo tom de provocação, é simples: se antes ele virou com 3%, o que pode acontecer agora partindo de um empate técnico?

Da redação do 40 Graus.

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