Na sessão da Câmara Municipal de Barreiras realizada no dia 4 de fevereiro, as palavras de ordem foram: responsabilidade e planejamneto. Os termos reponsabilidade e planejamento, ecoaram em diversos discursos no plenário, com destaque para a fala da vereadora Carmélia da Mata, que trouxe à tribuna um tema sensível e central para o município: a educação pública.
Educadora por formação e por trajetória, Carmélia iniciou o seu pronunciamento afirmando que educação precisa ser prioridade concreta, e não apenas como um slogan repetido em campanhas eleitorais ou em discursos oficiais. Segundo a vereadora, educação não se faz de forma improvisada - Fato!
Ela ressaltou que suas críticas não partem do achismo. Ao contrário, afirmou ter realizado visitas a escolas, conversado com professores, gestores, pais e estudantes, ouvindo quem vive o dia a dia da rede municipal.
Para Carmélia, discutir educação apenas “de dentro do gabinete, no conforto do ar-condicionado” é ignorar a realidade das unidades escolares, onde os problemas de fato acontecem.
Um dos pontos centrais do discurso foi a distância entre o que foi prometido e o que está sendo entregue pela atual gestão municipal. Carmélia lembrou que, durante a campanha eleitoral, houve o compromisso público de fornecer fardamento escolar para todas as crianças da rede municipal.
No entanto, segundo a vereadora, até fevereiro de 2026, a promessa segue sem cumprimento. Para ela, trata-se de uma falha grave, pois o fardamento escolar não é luxo, mas uma necessidade básica, especialmente para as famílias de baixa renda que enfrentam dificuldades até para adquirir material escolar.
Em tom comparativo, Carmélia citou a cidade vizinha de Luís Eduardo Magalhães, onde o prefeito Júnior Marabá cumpriu a promessa de campanha e garantiu o fardamento escolar aos alunos da rede municipal.
Foi nesse contexto que a vereadora usou a expressão que chamou atenção no plenário:
“Existem situações que precisamos COPIAR e COLAR.”
A fala deixou claro o recado: Barreiras tem exemplos próximos e viáveis a seguir, bastando vontade política e planejamento administrativo.
Carmélia lembrou que o atual prefeito, Antônio Teixeira, assumiu publicamente em seu plano de governo o compromisso com o fardamento escolar. Passado um ano de gestão, a promessa segue no papel. Para a vereadora, é legítimo que a população cobre explicações.
A expectativa, segundo ela, é que o prefeito se manifeste e dê uma satisfação ao povo, sobretudo às famílias que mais precisam dessa política pública.
Durante o discurso, o vereador Rodrigo do Mocambo, ao pedir a parte, destacou que a cobrança não é isolada. Ele lembrou que o vereador Valdemiro José também levantou essa pauta e foi além: apresentou um projeto de lei sobre a compra de fardamento escolar, aprovado pela Câmara Municipal em 2025.
Apesar da aprovação legislativa, o projeto ainda não foi colocado em prática pelo Executivo. Rodrigo classificou a iniciativa de Valdemiro como brilhante, e lamentou a falta de eficácia da medida até o momento.
Valdemiro, por sua vez, voltou recentemente a tocar no assunto, demonstrando que a pauta segue viva e sensível, principalmente para as classes populares.
O debate expôs uma realidade conhecida, mas frequentemente ignorada: promessas não cumpridas na educação atingem diretamente crianças, pais e toda a comunidade escolar. O fornecimento de fardamento escolar, além de aliviar o orçamento familiar, contribui para a dignidade, a igualdade e a permanência dos alunos na escola.
Resta agora saber se a administração municipal de Barreiras irá transformar discurso em ação ou se continuará acumulando promessas pendentes. A cobrança está feita, registrada em plenário — e acompanhada de perto pela população.
Por Navalhada/Barreiras 40 Graus.
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