A pressão política em Barreiras ganhou novos contornos nos últimos dias. O vereador João Felipe, que já vinha sendo alvo de críticas nas redes sociais após um embate com a secretária de Saúde, Larissa Barbosa, resolveu intensificar a sua atuação fiscalizatória e levar a discussão para além dos limites do município.
Em Brasília, o parlamentar esteve ao lado do deputado federal Daniel Almeida para cobrar diretamente do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, soluções para a crise da saúde barreirense. O principal ponto da pauta: a interminável construção do Hospital Municipal de Barreiras.
Em vídeo publicado no Instagram, João Felipe não poupou críticas ao prefeito Otoniel Teixeira. Em tom de ironia, afirmou que o governo municipal “só funciona na pressão”, reforçando a necessidade de transparência e respostas concretas sobre a obra que já se arrasta há um bom tempo.
A construção do hospital foi iniciada ainda no mandato do ex-prefeito Zito Barbosa e seguiu na gestão de Otoniel. Mas, até hoje, a população não sabe quando – e se – o empreendimento será concluído. Quantos trabalhadores estão na obra? Em que estágio ela se encontra? Perguntas simples que seguem sem resposta oficial.

A falta de informações alimenta a sensação de descaso com a obra. E, diante disso, João Felipe tenta transformar o silêncio da gestão em pauta nacional, chamando a atenção do Ministério da Saúde para a urgência do problema.
Outro debate que ganhou força foi o destino do hospital. Setores da sociedade já defenderam a entrega da unidade ao governo federal ou à UFOB, transformando-o em hospital universitário. A ideia, porém, foi prontamente rechaçada pela administração de Otoniel, que insiste no modelo de parceria público-privada (PPP).
Mas será esse é o melhor caminho para a população? Especialistas e opositores afirmam que o modelo pode fragilizar o acesso universal à saúde.
A movimentação de João Felipe em Brasília pode ter soado como um recado direto ao prefeito Otoniel. Ao ver o vereador ampliando sua voz em busca de apoio federal, é natural que o gestor municipal se questione: o que ainda pode vir pela frente?
Enquanto isso, o povo segue aguardando respostas e, principalmente, a conclusão de um hospital que, até agora, não passa de promessa inacabada.
Por Navalhada/Barreiras 40 Graus.
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