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Economia Light

Com dívidas de R$11 bi, Light entra com pedido de recuperação judicial

A holding do grupo declarou buscar estender a proteção às suas concessionárias, em especial à distribuidora de energia, foco de suas principais dificuldades econômico-financeiras.

12/05/2023 15h01
Por: F. Silva Fonte: Portal Metro1
Com dívidas de R$11 bi, Light entra com pedido de recuperação judicial

Nesta sexta-feira (12), a Light,  empresa privada de geração, distribuição, comercialização e soluções de energia elétrica do Rio de Janeiro, entrou com pedido de recuperação judicial na 3ª Vara Empresarial do Estado. Citando dívidas de cerca de R$ 11 bilhões, a holding do grupo declarou buscar estender a proteção às suas concessionárias, em especial à distribuidora de energia, foco de suas principais dificuldades econômico-financeiras.

Em comunidade, a companhia elétrica declarou que os desafios de sua situação econômico-financeira se agravaram apesar de seus esforços recentes para solucioná-los, demandando a "tomada urgente" de medidas para preservar os seus serviços e as obrigações intrassetoriais.

No pedido feito à Justiça do RJ, o grupo argumenta não ter conseguido avançar na velocidade necessária com as conversas para renegociar obrigações financeiras junto a credores, mesmo após ter obtido uma cautelar para suspender temporariamente a execução de dívidas e instaurar a mediação. 

A solicitação ocorre apesar da existência de lei que veda às concessionárias de serviços públicos de energia elétrica de recorrer aos regimes de recuperação judicial ou extrajudicial. 

A Light pediu ainda a extensão dos efeitos protetivos às suas concessionárias, para impedir que os credores dessas empresas recebam seus créditos "por caminhos transversos que não a recuperação judicial".

De acordo com apuração do portal Uol, o grupo enfrenta um grave desequilíbrio financeiro em sua distribuidora de energia, responsável por atender consumidores de mais de 30 municípios do Rio de Janeiro, motivado por fatores como dificuldades no combate a furtos de energia e a devolução de valores bilionários em créditos tributários aos consumidores.

A situação piorou neste ano, com a proximidade de vencimentos de algumas obrigações financeiras e a dificuldade da companhia em rolar dívidas diante das incertezas sobre a renovação da concessão de distribuição, que expira em meados de 2026.

Do Metro1.

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