O antigo prédio da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), localizado na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Salvador, será leiloado pelo Governo da Bahia com lance mínimo de R$ 6,7 milhões. O edital foi lançado na terça-feira (28), na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB).
A proposta do governo estadual é que o imóvel seja destinado a atividades turísticas, como parte das ações de revitalização do Centro Antigo da capital.
O edifício pertence ao Estado e funcionava como antiga sede da Empresa Baiana de Águas e Saneamento. Com oito andares e 1.960 metros quadrados de área construída, o imóvel está situado na interseção da Ladeira de São Bento com a Praça Castro Alves, uma das áreas mais movimentadas da cidade.
Segundo a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), o leilão ocorre em modalidade online, com lances já abertos. O resultado será divulgado no dia 28 de maio, às 11h, com transmissão pelo YouTube.
O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, afirmou que a iniciativa busca fortalecer o turismo local.
“É mais uma ação para revitalizar o Centro Antigo, atrair investimentos privados e gerar emprego e renda para os baianos”, disse.
Já o presidente da Embasa, Gideone Almeida, destacou que o futuro comprador deverá adaptar o prédio às normas urbanísticas e estruturais.
O imóvel foi ocupado em 7 de junho de 2021 por cerca de 200 famílias ligadas ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que nomeou o local como Ocupação Carlos Marighella.
Na época, o prédio estava sem uso e funcionava anteriormente como Centro Educacional Magalhães Neto. Durante a pandemia, faixas com mensagens sobre direito à moradia e isolamento social foram exibidas na fachada.
Ao longo de quase três anos, a ocupação chegou a abrigar cerca de 290 famílias, que reivindicavam a transformação do prédio em habitação social no Centro da cidade.
As famílias deixaram o imóvel em julho de 2024, após um acordo judicial. Segundo representantes do movimento, o prédio voltou a ficar abandonado após a saída dos moradores.
Matheus Portela, ligado ao movimento, afirmou que não houve destinação social para o imóvel e criticou a decisão de leiloá-lo.
“O prédio não cumpria função social antes da ocupação e continua sem cumprir agora. Defendíamos que ele fosse transformado em moradia popular”, declarou.
Segundo ele, apenas cerca de 90 famílias passaram a receber auxílio-aluguel de R$ 450, valor considerado insuficiente para viver em Salvador, além de ser pago de forma irregular.
As demais famílias, de acordo com o movimento, aguardam inclusão em projetos habitacionais vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, que ainda não avançaram.
Representantes da ocupação afirmam que muitas famílias seguem em situação de vulnerabilidade, vivendo de favor, em outras ocupações ou em moradias precárias.
Para o movimento, o leilão reforça a especulação imobiliária e contribui para a expulsão de moradores de baixa renda do Centro da cidade.
Enquanto isso, o governo estadual defende que a iniciativa faz parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico e revitalização urbana da região.
Da Redação...
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