O governo de Donald Trump avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida ganhou força após articulações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto a autoridades americanas.
A discussão ocorre no âmbito do Departamento de Estado e conta com a pressão de nomes como o secretário Marco Rubio, que já tratou do tema com o chanceler brasileiro Mauro Vieira. O governo brasileiro, no entanto, rejeita a proposta e mantém a posição de não enquadrar facções criminosas como grupos terroristas.
Nos bastidores, a iniciativa é vista com preocupação por autoridades em Brasília. Há o temor de que a classificação abra caminho para sanções contra empresas ou bancos brasileiros, além de possibilitar ações unilaterais dos Estados Unidos na região. A medida também pode impactar negociações bilaterais sobre combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.
O tema carrega ainda forte peso político. O senador Flávio Bolsonaro, que disputa espaço eleitoral, tem criticado a política de segurança do governo Luiz Inácio Lula da Silva e defende maior rigor no enfrentamento ao crime organizado. Apesar disso, ele afirma apoiar a cooperação internacional, mas rejeita qualquer tipo de interferência externa.
A decisão final, entretanto, ainda não foi tomada e pode ser revertida. Analistas apontam que, diferentemente de cartéis mexicanos, as facções brasileiras possuem atuação internacional mais voltada à Europa, o que levanta dúvidas sobre o enquadramento como ameaça direta aos Estados Unidos.
Enquanto isso, o avanço do crime organizado segue como um dos principais temas do debate público no Brasil e pode influenciar diretamente o cenário eleitoral nos próximos meses.
Da redação do 40 Graus.
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