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Brasil Cesta do Povo

Bahia pode voltar a ter rede de supermercados popular, inspirada na antiga Cesta do Povo

O programa que marcou gerações foi privatizado em 2018 — por que a Cesta do Povo acabou e deixou milhões sem acesso a alimentos mais baratos?

09/12/2025 16h35
Por: F. Silva Fonte: Da redação do 40 Graus
Bahia pode voltar a ter rede de supermercados popular, inspirada na antiga Cesta do Povo

A Bahia pode voltar a contar com uma rede de supermercados populares, proposta que busca ampliar o acesso de pessoas de baixa renda a produtos da cesta básica. A iniciativa está prevista em um Projeto de Lei apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que propõe a criação da Rede Nacional de Supermercados Populares.

O novo programa tem como referência a Cesta do Povo, criada na Bahia durante a gestão do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (ACM).

A rede, que chegou a ser uma das maiores iniciativas estaduais de abastecimento alimentar a preços reduzidos, foi privatizada em 2018, no governo de Rui Costa.

Ao justificar o projeto, Prates destacou que a proposta nasce diante da “terrível carestia por que passa a população brasileira”, marcada por crises econômicas, alta dos alimentos e crescente insegurança alimentar. Segundo ele, cabe ao Estado garantir o acesso da população a bens essenciais para uma vida digna.

O texto apresentado prevê que a nova rede funcione em âmbito nacional, sob gestão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O programa, chamado de Cestão do Povo, ofereceria produtos de alimentação e higiene com preços inferiores aos praticados pelo mercado tradicional.

“A ideia central é combater a fome e a inflação, oferecendo uma cesta com 31 itens essenciais a preços controlados.

A experiência visionária do governo ACM com a Cesta do Povo foi um marco na Bahia, com impacto significativo na vida da população de baixa renda por muitos anos”, afirmou o deputado.

O Projeto de Lei segue em tramitação no Congresso Nacional. Caso seja aprovado, o Poder Executivo terá até 180 dias para regulamentar a iniciativa. A proposta estabelece ainda que o programa entre em vigor 90 dias após sua aprovação.


Da Redação do 40 Graus.

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