A greve dos caminhoneiros anunciada para esta quinta-feira (4), terminou antes mesmo de começar. Com baixa adesão em todo o país, o movimento liderado por Francisco Burgardt — conhecido como Chicão Caminhoneiro — não ganhou força e rapidamente se transformou no que a internet resumiu bem: “flopou”.
Chicão alegou que a mobilização fracassou devido a uma suposta “sabotagem”. A crítica veio acompanhada de insinuações sobre falta de apoio político. “Será que é porque não houve patrocínio governamental como na época do Bolsonaro?”, questionou um internauta.
Antes da greve, o grupo tentou impulsionar o movimento com um vídeo nas redes sociais. Nele, Chicão aparece ao lado de Sebastião Coelho — um desembargador aposentado e influenciador de direita — mostrando o momento em que ambos foram ao Palácio do Planalto protocolar um documento comunicando a intenção da paralisação.
O gesto, porém, não foi suficiente para mobilizar a categoria. A convocação não ecoou nas estradas, tampouco nas bases sindicais. A greve foi anunciada, reforçada, dramatizada — e ignorada.
O Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam), informou que daria suporte caso a categoria decidisse aderir ao movimento. Entre as reivindicações apresentadas estavam:
revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas;
fortalecimento da estabilidade contratual dos motoristas;
cumprimento das normas já existentes;
aposentadoria especial após 25 anos de atividade.
Pautas relevantes, mas que, na prática, não convenceram os caminhoneiros a estacionar seus caminhões.
Um dos nomes mais influentes do setor, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), chegou a comentar o movimento, mas adotou tom crítico. Segundo ele, a greve não tinha foco claro — a não ser construir um palanque político para defender Jair Bolsonaro.
“Vocês não estão querendo defender quem está preso, vocês não estão querendo defender o presidente Bolsonaro; vocês estão querendo defender interesses próprios”, afirmou. Para ele, as pautas apresentadas sequer atacavam os problemas reais do transporte. E concluiu: “Querem fazer? Façam. Se der certo, ótimo. Mas eu não vou apoiar”.
A tentativa de greve expôs a falta de articulação e representatividade do grupo que tentou comandá-la. Sem apoio massivo da categoria, sem respaldo de entidades fortes e sem um objetivo concreto, a mobilização terminou onde começou: nas redes sociais, com discursos inflamados e pouca conexão com a realidade do setor.
A verdade é que o movimento revelou mais sobre seus interesses políticos do que sobre qualquer proposta sólida para os caminhoneiros. E, diante disso, a categoria respondeu com silêncio — e caminhões em movimento.
Com informações do Portal BNews.
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