O Paraná registrou um expressivo crescimento nas exportações de milho nos primeiros dez meses de 2025. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o estado embarcou 3,55 milhões de toneladas do grão no período — um aumento de 179% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
A receita total alcançou US$ 757,7 milhões (cerca de R$ 4,16 bilhões). O preço médio da tonelada também registrou leve valorização, passando de US$ 210,58 para US$ 213,43, variação de 1,35%.
Segundo o Deral, o avanço nas exportações está diretamente ligado à safra recorde colhida no ciclo anterior e à estratégia dos produtores de priorizar o milho nos embarques. Tradicionalmente menos atrativo comercialmente que a soja, o cereal ganhou protagonismo neste ano como alternativa para liberar estoques e gerar receita imediata.
A análise também destaca que a demanda internacional aquecida e a logística favorável contribuíram para a intensificação do escoamento do milho paranaense.
Enquanto o milho avança, o complexo soja — que engloba grão, farelo e óleo — registrou queda de 10% nas exportações de janeiro a outubro. No total, foram embarcadas 13,56 milhões de toneladas, que geraram US$ 5,53 bilhões (cerca de R$ 30,4 bilhões).
Apesar da retração geral, alguns derivados tiveram desempenho positivo:
óleo de soja: alta de 18% nas vendas externas;
farelo de soja: crescimento de 2%;
soja em grão: queda de 15%, reflexo da priorização do milho e de ajustes logísticos no setor.
Somando milho e soja, o Paraná exportou 17,1 milhões de toneladas no período, crescimento de 4,1% frente ao ano anterior. Mesmo com a retração da soja, o desempenho do milho assegurou a expansão do volume total exportado.
O Deral projeta que, nos próximos meses, a colheita da nova safra de soja, prevista para começar em janeiro, deve acelerar os embarques do grão, liberar armazéns e manter o ritmo das exportações estaduais.
Fonte: Portal do Agronegócio.
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