Os Estados Unidos removeram a tarifa adicional de 40% sobre o café importado do Brasil, válida para cargas desembarcadas a partir de 13 de novembro. A medida ocorre dias após o governo americano ter eliminado uma taxa de 10% aplicada a cerca de 200 itens alimentícios, incluindo o café.
A decisão foi comemorada por exportadores brasileiros e pela indústria norte-americana, que enfrentavam aumento de custos e perda de competitividade. Segundo o consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado, a normalização das condições comerciais deve estimular as exportações e reativar o fluxo de negócios entre os dois países.
Apesar do avanço diplomático, o mercado global de café reagiu com fortes quedas nesta sexta-feira (21). Às 11h30, o arábica para março recuava 5,4% na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta caía 4,3% em Londres. Barabach explica que a retirada das tarifas e a rolagem de contratos futuros abriram espaço para um “gap” técnico de baixa, pressionando os preços no curto e médio prazo.
O movimento é visto por analistas como um ajuste após meses de volatilidade, que haviam elevado artificialmente as cotações por temor de escassez nos EUA.
O Cecafé celebrou o fim das tarifas, revertendo medidas impostas na gestão Donald Trump, e destacou o diálogo entre governos, entidades e a indústria dos EUA. A entidade, porém, lembra que o café solúvel ainda não foi incluído na isenção, e as negociações continuam.
A BSCA também saudou a decisão, ressaltando que a retirada das taxas elimina uma distorção histórica entre o maior consumidor e o maior produtor de café do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio.
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