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Agronegócio Soja

Agro - Manejo antecipado é essencial para proteger a soja nas fases iniciais da safra

Percevejos e lagartas atacam as lavouras logo após o plantio; integração entre controle biológico e químico garante um melhor desenvolvimento e produtividade.

07/11/2025 10h32
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
Agro - Manejo antecipado é essencial para proteger a soja nas fases iniciais da safra

A fase de implantação da soja é decisiva para o sucesso da safra. É nesse momento que pragas iniciais, como o percevejo-castanho e as lagartas, encontram condições ideais para atacar as lavouras.

Segundo Lucas Dotto, técnico de Mercado da Nitro, a soja ainda não tem capacidade de compensar os danos nessa fase. “Qualquer falha no manejo pode reduzir o estande, atrasar o desenvolvimento e diminuir a produtividade. Em casos graves, o produtor pode ter que replantar”, alerta.

O clima influencia diretamente o comportamento das pragas. O calor e a seca favorecem os percevejos, enquanto as lagartas proliferam em períodos de calor e umidade, especialmente quando há alternância entre estiagens e chuvas.

Para evitar prejuízos, o manejo antecipado — conjunto de práticas preventivas aplicadas antes da infestação — é indispensável. Essa estratégia inclui monitoramento constante, tratamento de sementes, manejo de restos culturais e o uso combinado de produtos biológicos e químicos no pré-plantio ou na emergência da soja.

Dotto destaca que a integração entre manejo químico e biológico é um diferencial. “Os químicos agem de forma imediata, enquanto os biológicos oferecem proteção prolongada e equilibram a microbiota do solo”, explica.

O comportamento das pragas varia conforme o clima e a região. Em períodos de La Niña, percevejos são mais ativos no Centro-Oeste e norte do Paraná, e lagartas se multiplicam rapidamente no Mato Grosso após chuvas que sucedem períodos secos.

Diante desse cenário, o monitoramento constante é o ponto de partida para o manejo integrado. “Identificar precocemente os focos de infestação permite definir estratégias mais assertivas e sustentáveis”, conclui o especialista.

Da Redação.

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