Uma investigação da Polícia Federal está avançando e trazendo à tona novos desdobramentos sobre um gigantesco esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O caso, revelado na última terça-feira (29), por meio da Operação Sem Desconto, aponta um desvio estimado em R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.
Segundo apuração do portal Metrópoles, a quebra de sigilo bancário de entidades envolvidas no esquema revelou transações suspeitas com pagamentos milionários a empresas de crédito consignado, que estão atualmente sob investigação.
A suspeita é de que essas movimentações financeiras tenham servido como estratégia para ampliar o número de aposentados filiados às entidades, permitindo assim a realização dos descontos ilegais diretamente nos benefícios previdenciários.
De acordo com a Polícia Federal, o golpe consistia na filiação forçada ou fraudulenta de segurados a associações e sindicatos, sem o consentimento ou sequer o conhecimento das vítimas. Uma vez vinculados, os aposentados começavam a ter valores descontados mensalmente de seus benefícios a título de “mensalidades” ou “contribuições”, sem qualquer contrapartida real.
As investigações também apontam para conivência de servidores públicos e intermediários do setor financeiro, o que pode ampliar o número de envolvidos no esquema. As autoridades já trabalham com a hipótese de organização criminosa estruturada, com ramificações em diversos estados.
A operação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do país, e novas diligências estão sendo realizadas para identificar todos os responsáveis, inclusive aqueles ligados à administração dessas entidades e empresas suspeitas.
O INSS informou que está colaborando com as investigações e que medidas estão sendo adotadas para impedir que novos descontos indevidos sejam realizados. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal também acompanham o caso.
Especialistas apontam que o escândalo evidencia a fragilidade dos mecanismos de proteção aos beneficiários do INSS e reforça a necessidade de maior fiscalização sobre convênios com entidades de classe.
Com informações do Portal Metro1.
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