As investigações sobre a fuga em massa no Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, revelaram um cenário de privilégios dentro da unidade prisional. De acordo com apuração da Folha de S.Paulo, detentos ligados a grupos criminosos tinham acesso a regalias como eletrodomésticos, circulação livre e até mesmo às chaves das próprias celas.
Entre os episódios mais inusitados identificados nas investigações está a realização de um velório dentro do presídio, com a entrada de um caixão para a despedida da avó de um detento.
O caso integra uma ação penal relacionada à Operação Duas Rosas, conduzida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, que apura a relação entre integrantes da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho, e agentes públicos. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) não se manifestou sobre as denúncias.
O ex-deputado federal Uldurico Júnior foi preso sob suspeita de ter facilitado a fuga de detentos em troca de R$ 2 milhões.
Segundo as investigações, a intermediação teria ocorrido por meio da então diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, que teria sido indicada ao cargo pelo ex-parlamentar. A defesa nega as acusações e afirma que se trata de perseguição política.
Joneuma esteve à frente do presídio entre março e dezembro de 2024, sendo afastada após a fuga de 16 presos. Ela foi presa em janeiro de 2025, suspeita de participação no esquema.
Entre os fugitivos estava Ednaldo Pereira de Souza, apontado como líder do PCE, que, segundo as investigações, chegou a se reunir com Uldurico dentro da unidade.
Em depoimento, a ex-diretora admitiu ter autorizado situações incomuns, como o velório no interior do presídio, alegando razões humanitárias. Também afirmou ter conhecimento prévio do plano de fuga, inicialmente previsto para o fim de 2024, mas antecipado pelos detentos.
A fuga ocorreu após os presos escavarem o teto das celas com o uso de ferramentas, mesmo após alertas de servidores sobre barulhos suspeitos.
Após a evasão, um dos fugitivos, conhecido como “Dada”, teria se refugiado no Rio de Janeiro, onde foi alvo de operação policial, conseguindo escapar novamente.
Segundo o MP-BA, o nome “Duas Rosas” faz referência a um código utilizado pelo grupo investigado para tratar de propinas em conversas interceptadas.
Da Redação do 40 Graus.
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