O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, afirmou nesta sexta-feira (6), que militares sul-coreanos e dos Estados Unidos discutem a possível realocação de sistemas de defesa antimísseis Patriot instalados no país para utilização no conflito contra o Irã.
A declaração foi feita durante uma audiência no Parlamento sul-coreano, após reportagens indicarem que unidades do sistema móvel de interceptação de mísseis Patriot foram transferidas para a Base Aérea de Osan, a partir de outras regiões do país.
Questionado sobre a possibilidade de envio dos equipamentos para o Oriente Médio, Cho afirmou que não poderia comentar detalhes da operação. Segundo ele, até o momento, Seul não recebeu qualquer pedido formal de ajuda militar por parte de Washington.
Em meio às especulações, as United States Forces Korea divulgaram nota afirmando que não comentam movimentações de equipamentos militares por motivos de segurança.
“Por razões de segurança operacional, não comentamos sobre o movimento, realocação ou possível reposicionamento de capacidades ou equipamentos militares específicos”, informou o comando das forças americanas estacionadas no país.
De acordo com reportagens da imprensa sul-coreana, que citam fontes do governo, os sistemas Patriot estariam sendo preparados para envio ao Oriente Médio. Grandes aviões de transporte militar dos EUA teriam chegado à base de Osan para realizar a possível transferência.
A movimentação ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Há sete dias, forças americanas e israelenses realizam ataques contra alvos considerados estratégicos no território iraniano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que aceitaria assistência de qualquer país na campanha militar, que segundo ele tem como objetivo neutralizar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos iranianos.
A Coreia do Sul abriga uma das maiores presenças militares americanas no exterior, voltada principalmente à defesa conjunta contra a Coreia do Norte, país que possui arsenal nuclear.
Cerca de 28.500 soldados americanos estão estacionados no território sul-coreano, além de sistemas avançados de defesa antiaérea, incluindo interceptadores de mísseis Patriot.
O atual conflito começou no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã em meio às tensões envolvendo o programa nuclear iraniano.
A mídia estatal iraniana informou posteriormente que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria morrido durante os ataques. Após o anúncio, o governo iraniano prometeu intensificar as retaliações.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a resposta militar contra Israel e os Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Donald Trump advertiu o Irã contra novas ações retaliatórias e declarou que, caso ocorram novos ataques, os EUA responderão “com uma força nunca antes vista”.
Da redação do 40 Graus.
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