O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28), que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante um bombardeio realizado por forças americanas em parceria com Israel.
Segundo Trump, Khamenei foi localizado por sistemas de inteligência e rastreamento dos EUA, que atuaram em cooperação com Israel. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que o aiatolá “não conseguiu escapar” e classificou o líder iraniano como “uma das pessoas mais malignas da História”.
“O maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país”, escreveu Trump, acrescentando que os bombardeios continuarão “pelo tempo que for necessário” para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”.
Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte. Um porta-voz afirmou à rede americana ABC News que Khamenei está “bem e seguro”.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou haver indícios de que o líder supremo teria sido morto após a destruição de um complexo onde ele estaria abrigado.
O ataque conjunto deixou, segundo a imprensa iraniana com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho, 201 mortos e 747 feridos. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra território israelense e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido e que os danos às instalações foram “mínimos”.
Sistemas antimísseis foram acionados em Israel e em países do Golfo. Explosões também foram registradas no Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos — nações que abrigam bases norte-americanas. No Bahrein, prédios residenciais foram atingidos, segundo o governo local. Já nos Emirados Árabes Unidos, autoridades afirmaram ter interceptado mísseis iranianos; uma pessoa morreu em Abu Dhabi. Na Síria, quatro pessoas morreram após um míssil atingir um prédio residencial, conforme a agência Reuters.
Nascido em 1939, na cidade sagrada de Mashhad, Khamenei assumiu o posto de líder supremo em 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica.
Antes disso, foi presidente do Irã entre 1981 e 1989 e figura próxima ao regime desde a Revolução Islâmica de 1979. Durante décadas no poder, concentrou autoridade política e religiosa, comandando as Forças Armadas e definindo as diretrizes estratégicas do país.
Sob sua liderança, o Irã manteve postura hostil aos Estados Unidos e a Israel, além de apoiar grupos como o Hezbollah e o Hamas. Internamente, o regime reprimiu protestos como a chamada Onda Verde, em 2009, as manifestações contra o aumento dos combustíveis em 2019 e os atos de 2022 após a morte de Mahsa Amini.
Nos últimos anos, o país enfrentou crise econômica agravada por sanções internacionais relacionadas ao programa nuclear iraniano.
A situação permanece em desenvolvimento, enquanto autoridades internacionais monitoram os desdobramentos do conflito.
Da Redação do 40 Graus.
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