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Agronegócio Açúcar

Line-up aponta 1,46 milhão de toneladas de açúcar para exportação nos portos brasileiros

Porto de Santos lidera embarques; volume segue elevado mesmo com queda nos preços internacionais.

27/02/2026 16h19
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal do Agronegócio
Line-up aponta 1,46 milhão de toneladas de açúcar para exportação nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar do Brasil registra 1,46 milhão de toneladas programadas para embarque, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. Até o dia 25 de fevereiro, 40 navios aguardavam carregamento nos portos do país, número ligeiramente inferior às 43 embarcações da semana anterior.

Na semana passada, o volume previsto era de 1,576 milhão de toneladas, o que indica estabilidade nas operações, apesar de pequenas variações logísticas.

O Porto de Santos concentra o maior volume, com 833 mil toneladas programadas. Na sequência aparecem Paranaguá (241,3 mil t), São Sebastião (222,6 mil t), Maceió (156,8 mil t) e Recife (7 mil t), reforçando a força dos portos do Sudeste e do Sul nas exportações do produto.

O açúcar VHP (Very High Polarization) predomina na pauta, somando 1,38 milhão de toneladas. Também estão previstas exportações menores de Cristal B150 e TBC (5 mil toneladas cada), além de 17 mil toneladas de VHP ensacado e 7 mil toneladas de açúcar refinado A45.

Os dados consideram navios já atracados, fundeados ou com chegada prevista até 13 de maio, indicando manutenção do ritmo de embarques no início da entressafra.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 1,8 milhão de toneladas de açúcar e melaços até fevereiro, gerando receita de US$ 667,39 milhões. A média diária foi de 138,5 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 51,33 milhões — alta de 17,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar do crescimento no volume, o preço médio de exportação caiu 22,4%, de US$ 477,8 para US$ 370,6 por tonelada, refletindo a recuperação da produção asiática e ajustes nos contratos futuros em Nova York e Londres.

Mesmo diante do cenário de preços mais baixos, o Brasil mantém competitividade no mercado internacional, impulsionado pela taxa de câmbio favorável, estabilidade produtiva no Centro-Sul e forte estrutura logística.


Da Redação.

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