A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpriu medidas judiciais em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal.
De acordo com apuração da TV Globo, um dos alvos da operação é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), além de um assessor parlamentar. Já o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Aldroaldo Portal, foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada.
As investigações apontam que os desvios financeiros podem chegar a R$ 6,3 bilhões, envolvendo fraudes cometidas entre 2019 e 2024. O esquema consistia em descontos mensais irregulares diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, realizados sem autorização das vítimas.
Segundo a PF, os investigados simulavam a adesão forçada dos beneficiários a associações de aposentados, cobrando valores como se fossem mensalidades associativas.
Durante esta fase da operação, a PF prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que já estava preso desde setembro pelo mesmo esquema.
Ao todo, 11 entidades foram alvo de medidas judiciais. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), essas associações alegavam oferecer serviços como:
Assistência jurídica;
Descontos em academias;
Planos de saúde.
No entanto, as investigações indicaram que as entidades não possuíam estrutura real para prestar os serviços anunciados. Todos os contratos firmados com aposentados e pensionistas foram suspensos.
O avanço da investigação provocou uma crise no Ministério da Previdência, que culminou no pedido de demissão do então ministro Carlos Lupi (PDT). Ele foi substituído por Wolney Queiroz, que ocupava o cargo de secretário-executivo e assumiu o comando da pasta.
Em julho, o governo federal anunciou a devolução dos valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas. O pagamento está sendo feito em parcela única, sem lista de prioridades, contemplando todos os beneficiários que comprovarem o prejuízo.
O prazo para contestação dos descontos foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026.
Atenção: a contestação pode ser feita exclusivamente pelos canais oficiais:
Meu INSS (aplicativo ou site): serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”;
Central 135: ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h;
Correios: mais de 5 mil agências com atendimento assistido e gratuito;
A PF segue investigando os envolvidos e não descarta novas fases da operação.
Com informações do Meio Norte.
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