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Ataques israelenses deixam 32 mortos em Gaza, diz Defesa Civil

Os disparos teriam atingido civis que aguardavam alimentos - a GHF nega envolvimento e Israel ainda não se pronunciou sobre o caso.

20/07/2025 10h16 Atualizada há 9 meses atrás
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Ataques israelenses deixam 32 mortos em Gaza, diz Defesa Civil

A Defesa Civil de Gaza informou que ao menos 32 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas neste sábado (19), após disparos realizados por forças israelenses nas proximidades de dois centros de distribuição de ajuda humanitária no território palestino. O órgão, controlado pelo grupo Hamas, afirma que o ataque aconteceu enquanto civis aguardavam alimentos e suprimentos essenciais.

Segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, os disparos ocorreram perto de centros administrados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), uma organização que atua na distribuição de alimentos em meio à grave crise humanitária que afeta mais de 2 milhões de pessoas no enclave. A GHF conta com apoio logístico de Israel e dos Estados Unidos.

Apesar das acusações, a GHF negou que as mortes tenham ocorrido nas imediações de suas instalações e classificou como "falsos" os relatos divulgados pelas autoridades locais. Em nota, a fundação afirmou que suas equipes continuam trabalhando para garantir o acesso da população à assistência humanitária de forma segura e coordenada.

O Exército de Israel ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O país tem intensificado operações militares na Faixa de Gaza desde o início do conflito com o Hamas, em outubro de 2023, alegando combater milícias armadas e destruir infraestrutura do grupo. No entanto, os bombardeios e ações terrestres já deixaram milhares de mortos, a maioria civis, segundo agências internacionais.

A situação humanitária em Gaza continua a se deteriorar rapidamente. Organizações das Nações Unidas alertam para o risco iminente de fome em larga escala, agravado pelas restrições de entrada de alimentos, medicamentos e combustíveis na região. A comunidade internacional tem cobrado medidas urgentes para cessar os ataques e garantir a segurança de civis e trabalhadores humanitários.

Da Redação do 40 Graus.

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