Integrantes do governo federal e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avaliam que há forte influência de empresas de cartões, como Visa e Mastercard, e das big techs na pressão exercida pelos Estados Unidos contra o Pix.
O sistema de pagamentos instantâneos, operado pelo Banco Central, virou alvo de uma investigação norte-americana iniciada ainda durante o governo Donald Trump, que o classifica como uma possível prática comercial desleal no setor de pagamentos digitais.
Desde sua criação, no final de 2020, o Pix transformou profundamente o mercado financeiro brasileiro. De lá para cá, o volume de transações aumentou 50 vezes, enquanto o uso de cartões — especialmente na função débito — cresceu apenas 64%.
As tradicionais transferências por TED, mais utilizadas por empresas, tiveram alta de apenas 34% no mesmo período. O impacto é direto sobre a receita de grandes operadoras de cartões, que veem no Pix uma ameaça à sua hegemonia.
Outro ponto que tem gerado preocupação no setor financeiro é o avanço do Pix parcelado, que oferece aos consumidores a possibilidade de dividir compras com juros significativamente mais baixos que os cobrados por cartões de crédito convencionais. O modelo reduz a dependência de serviços privados e se fortalece como alternativa mais barata e eficiente.
Além de gratuito, o Pix é considerado infraestrutura crítica por autoridades brasileiras. Sua operação pública e transparente representa uma mudança estratégica, capaz de diminuir a dependência de plataformas e moedas controladas por potências estrangeiras — em especial o dólar.
Internacionalmente, o Brasil tem expandido a influência do Pix ao compartilhar sua tecnologia com outros países. A Colômbia já adotou um modelo similar, enquanto Chile, Peru e México estudam implantar sistemas inspirados na solução brasileira.
Além disso, o governo brasileiro tem promovido acordos de integração de pagamentos com países como a China, o que reforça temores no exterior sobre a redução da influência dos EUA no sistema financeiro global.
A ofensiva norte-americana contra o Pix, segundo fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo, seria motivada por esse conjunto de fatores. Para o governo Lula, trata-se de uma reação à perda de protagonismo de empresas e instituições financeiras norte-americanas, que hoje enfrentam concorrência de uma ferramenta pública, eficiente e amplamente aceita pela população brasileira.
Com informações do Portal Metro1.
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