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Justiça dos EUA barra decisão de Trump e garante estrangeiros em Harvard

A universidade alegou que a medida teria “efeitos devastadores” sobre cerca de 7.000 alunos internacionais e violaria a Primeira Emenda da Constituição americana.

25/05/2025 17h47
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte
Justiça dos EUA barra decisão de Trump e garante estrangeiros em Harvard

BOSTON (EUA) — A Justiça americana suspendeu, nesta sexta-feira (23), a medida do governo do presidente Donald Trump que proibia a permanência de estudantes estrangeiros na Universidade Harvard. A decisão, tomada pela juíza Allison Burroughs, da Corte Federal de Boston, garante temporariamente o direito ao visto estudantil e à continuidade dos estudos para os alunos internacionais da instituição.

A medida, anunciada na quinta-feira (22), pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), determinava que estudantes estrangeiros transferissem suas matrículas para universidades com aulas presenciais. Caso contrário, perderiam o direito de permanecer legalmente nos Estados Unidos. A ordem também impedia o início do curso para estudantes internacionais aprovados para começar os estudos em setembro.

Harvard reagiu imediatamente, entrando com uma ação judicial. A universidade alegou que a medida teria “efeitos devastadores” sobre cerca de 7.000 alunos internacionais, além de violar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA e outras leis federais. “Sem seus estudantes internacionais, Harvard não é Harvard”, afirmou a direção da universidade, que tem 389 anos de história.

Na decisão, a juíza Burroughs, indicada ao cargo pelo ex-presidente Barack Obama, determinou a suspensão imediata da medida, enquanto o caso segue em tramitação. Audiências estão agendadas entre os dias 27 e 29 de maio para definir os próximos passos. A suspensão da ordem continuará válida a menos que o governo recorra com sucesso, o que não havia ocorrido até o fechamento desta edição.

A polêmica ganhou contornos mais tensos após uma carta da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, enviada à universidade. No documento, Noem acusou Harvard de promover um "ambiente hostil para estudantes judeus" e de adotar políticas de diversidade e inclusão consideradas “racistas” e supostamente simpáticas ao grupo extremista Hamas. Harvard rebateu as acusações com veemência, classificando-as como infundadas e discriminatórias.

Por enquanto, os estudantes internacionais da universidade respiram aliviados. Com a suspensão da medida, mantêm seus vistos e podem seguir com os estudos na tradicional instituição americana.

Com informações do Portal G1.

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