
O agora deputado federal Luiz Carlos Hauly vai assumir a vaga deixada na Câmara dos Deputados após a cassação de Deltan Dallagnol e já afirmou que não fará “oposição enfática” ao PT. Em entrevista ao Estadão, Hauly disse que sempre foi adversário do PT, embora tenha “muitos pontos em comum” com o governo Lula. Entre eles, o deputado citou o arcabouço fiscal e a reforma tributária.
“Não estou mais para fazer oposição enfática, como fiz no passado. Estou mais para construir pontes do que arrebentar pontes”, afirmou.
Hauly também se classificou como um “homem social democrata liberal cristão” e disse que não é “nem de esquerda nem de direita”.
“Aprendi na minha vida que o que há de melhor no socialismo e na economia de mercado você captura. Não gosto de nenhum dos modelos sozinho. Sou a favor do Estado forte, atuante, moderno, tanto que estou lutando por ter um sistema tributário que permita a livre concorrência. Este sou eu: não tenho agenda de Lula nem de Bolsonaro”, afirmou.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, na última sexta-feira (9), que a vaga deixada por Dallagnol ficará com Hauly. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia decidido que o substituto do ex-procurador seria o deputado do Itamar Paim (PL). O Podemos, no entanto, entrou com um recurso e o ministro Dias Toffoli reviu a decisão do TRE e manteve a vaga com o partido.