Bolsonaro vira alvo de protestos em marcha de Greta na COP26
Bolsonaro vira alvo de protesto
Por: F. SilvaFonte: Notícias ao Minuto
06/11/2021 às 16h40
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), virou alvo de protesto durante a Marcha do Clima promovida na tarde desta sexta (5) por entidades de jovens, entre elas a Fridays For Future, da ativista sueca Greta Thunberg.
Além de alguns gritos de "Fora, Bolsonaro!" durante os discursos feitos na praça George, no centro de Glasgow, ele foi citado em discursos de indígenas brasileiros e de países sul-americanos como uma ameaça às suas comunidades e um dos principais responsáveis pela destruição da Amazônia.
O presidente brasileiro também virou personagem de uma performance, em que supostos policiais arrastavam pela praça uma fileira de ativistas com máscaras de líderes, acorrentados uns aos outros.
"Criminosos do clima passando! Criminosos do clima passando!", gritavam os agentes fictícios enquanto faziam desfilar as figuras do ex-presidente dos EUA Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, Bolsonaro, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, o líder russo, Vladimir Putin, o magnata da mídia Rupert Murdoch, e o premiê indiano, Narendra Modi.
"Não há consciência envolvida nas ações de Bolsonaro no momento. Ele faz apenas o que é conveniente para si mesmo, para seus seguidores e talvez para os que o controlam", disse o canadense Philip McMaster, da Associação Ações Vitais para o Desenvolvimento Sustentável.
A imagem de vilão climático do governo brasileiro na manifestação contrasta com o discurso da delegação do Brasil a 2,5 km dali, no centro de convenções em que acontece a COP26: a de que o país melhorou suas metas de corte de emissões e combate ao desmatamento.
Nas salas de reuniões de acesso restrito do edifício cercado por barreiras e catracas, o governo do Brasil antecipou de 2030 para 2028 sua promessa de zerar o desmatamento ilegal, adiantou para 2050 o ano em que pretende alcançar a neutralidade de carbono, assinou declaração sobre florestas e acordo para a redução da emissão de metano e prometeu um corte de emissões maior que o de 2020 –embora ambientalistas digam que não há avanço em relação a 2015.
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