O senador Jaques Wagner entrou no circuito, mesmo a quilômetros de distância. Ele está na Escócia representando o Senado Federal na COP26. O telefone do petista não parou nas últimas horas, conforme apuração do BNews.
Também foram escalados os secretários André Curvello (Comunicaçao) e Luiz Caetano (Serin), para entrarem na interlocução junto as forças políticas e, principalmente, os deputados federais. Outro que entrou no circuito foi o presidente do PT, Éden Valadares.
A fala de Rui não contaminou só a bancada federal, mas estremeceu a base na Assembleia Legislativa e alguns agentes políticos importantes.
Um dos irados com a situação foi o senador Otto Alencar (PSD). Internamente o pessedista cuspia fogo. A fala abrandada á imprensa, inclusive a este BNews, sobre o cumprimento de um acordo que havia sido feito pelo próprio Rui não foi nada do que alguns políticos ouviram ao longo da quinta-feira.
O deputado Adolfo Menezes, presidente da ALBA, foi outro bombeiro. Aproveitou a comemoração do seu aniversário ontem para conversar com Otto, com vários deputados e com o próprio governador.
A análise de alguns deputados ouvidos pelo BNews nesta tarde aponta para o momento do “deixa disso”. O tom dado por Leão em reação à fala de Rui sobre a traições já havia arrefecido o baque, algo que Cacá Leão deixou claro em manifestações no Twitter e ao dizer que o tempo do “coronel” acabou.
Um destes deputados chegou a cravar na conversa reservada: “Para estancar a crise é só inverter as agendas: manda Rui para a conferência de Meio Ambiente e traz Wagner para cuidar da articulação política”.
A confusão da PEC fez estragos em vários Estados e na Bahia não foi diferente. A sorte de Wagner e o azar de ACM Neto é ter acontecido muito tempo antes das eleições. Para avaliação dos mais otimistas: dá tempo reverter o incêndio e a terra arrasada.
Do BNews.
