23°C 38°C
Barreiras, BA
Publicidade

Dallagnol pede exoneração do Ministério Público para entrar na política

Eita política doce!

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Notícias ao Minuto
05/11/2021 às 01h04 Atualizada em 05/11/2021 às 01h32
Dallagnol pede exoneração do Ministério Público para entrar na política

ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O procurador Deltan Dallagnol, ex-chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, vai deixar o Ministério Público Federal.

Deltan, 41, foi o principal porta-voz do Ministério Público Federal na operação deflagrada em 2014.Além da presença na mídia, cabia a ele organizar as diferentes frentes de apuração entre a equipe de procuradores envolvidos no caso. Tinha participação reduzida no dia a dia dos processos e das audiências na Justiça Federal.

Ele ingressou na operação logo em suas primeiras fases, quando o então procurador-geral Rodrigo Janot decidiu formar uma força-tarefa para se dedicar exclusivamente ao caso, diante das dimensões das descobertas em andamento.

No auge da operação, em 2016, ficou marcado pela apresentação de um PowerPoint contra o ex-presidente Lula.

Em 2020, desgastado pela divulgação de conversas que manteve no aplicativo Telegram, ele pediu desligamento dos trabalhos da operação, citando motivos familiares.Continuou, porém, se manifestando em redes sociais e em entrevistas sobre temas ligados à Lava Jato e à corrupção.

Sua saída da investigação ocorreu já em um momento de declínio, quando o procurador-geral Augusto Aras procurava mudar o modelo de trabalho de forças-tarefas. O grupo exclusivo da Lava Jato foi encerrado em fevereiro deste ano –como o jornal Folha de S.Paulo mostrou nesta semana, agora os investigadores até evitam usar o nome da operação. Em meio aos embates com políticos, Deltan se tornou alvo de procedimentos no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Uma das representações o acusava de interferência em eleição para a presidência do Senado, em 2019, devido a críticas feitas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Quando era questionado sobre a intenção de deixar a carreira no Ministério Público para entrar na política, Deltan costumava desconversar.

Em 2018, disse ao jornal Folha de S.Paulo que tinha sido procurado por partidos e não quis dialogar: "Nunca tive o sonho de ser político ou criei planos concretos nessa direção. Ao mesmo tempo, eu me vejo contribuindo com a sociedade no futuro de diferentes possíveis formas. Inclusive em outras posições públicas e na iniciativa privada."

No caso Telegram, um dos principais fatores de desgaste foi a proximidade demonstrada com o então juiz Moro. As conversas mostraram que Deltan antecipou o teor de acusações feitas contra Lula.

Do Notícias ao Minuto.

 
 
 
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários