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El Niño pode se tornar um dos mais fortes já registrados

NOAA prevê forte intensificação do fenômeno no Pacífico, com possibilidade de intensidade histórica entre o fim de 2026 e o início de 2027.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
15/08/2026 às 10h15
El Niño pode se tornar um dos mais fortes já registrados

O El Niño em formação no Oceano Pacífico deve ganhar força nos próximos meses e pode se tornar um dos episódios mais intensos registrados desde 1950, segundo uma atualização do Centro de Previsão Climática da NOAA, agência de meteorologia dos Estados Unidos.

A previsão indica mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno alcance uma intensidade muito forte até 2027. Além disso, existe 69% de chance de que o episódio atinja níveis considerados históricos.

Temperaturas podem superar 2,5°C

De acordo com a NOAA, entre outubro e dezembro de 2026, a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 pode apresentar uma anomalia de 2,5°C ou mais.

Esse nível colocaria o atual El Niño entre os eventos mais fortes observados desde o início dos registros modernos. A agência, porém, ressalta que os impactos climáticos variam de acordo com cada região e também dependem das condições da atmosfera.

Sinais de fortalecimento já aparecem

Os primeiros sinais de intensificação já foram observados no Pacífico Equatorial.

Em julho, as temperaturas da superfície do mar ultrapassaram 2°C acima da média no Pacífico Equatorial Leste. No mesmo período, o índice Niño 3.4 chegou a +1,4°C, enquanto o Niño 3 atingiu +1,7°C e o Niño 1+2 chegou a +2,9°C.

Além do aquecimento das águas, a NOAA identificou mudanças na atmosfera compatíveis com o fortalecimento do fenômeno, incluindo alterações nos ventos e na distribuição das chuvas.

O que esperar nos próximos meses

A evolução do El Niño será acompanhada de perto pelos centros meteorológicos, principalmente porque fenômenos de grande intensidade podem provocar mudanças importantes nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.

Apesar da previsão de um episódio potencialmente histórico, a NOAA destaca que a intensidade do fenômeno não determina, sozinha, os impactos em cada região. As condições atmosféricas e outros fatores climáticos também terão papel importante nos próximos meses.

Da Redação.

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