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Grupo investigado pela PCDF planejava ataques contra prédios públicos durante eleições de 2026

Investigação aponta que suspeitos discutiam ataques ao Palácio do Planalto e ao local de um eventual debate do segundo turno presidencial.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
10/08/2026 às 12h21
Grupo investigado pela PCDF planejava ataques contra prédios públicos durante eleições de 2026

Um grupo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) teria planejado realizar ataques contra prédios públicos em Brasília durante as eleições de 2026.

Entre os alvos discutidos pelos investigados estavam o Palácio do Planalto e o local onde seria realizado um eventual debate entre os candidatos à Presidência que chegassem ao segundo turno.

Debate presidencial também era alvo

Uma das mensagens encontradas durante a investigação mencionava o plano de explodir o edifício onde ocorreria o debate do segundo turno, com o objetivo de transmitir, a partir de Brasília, uma mensagem de caráter violento e antidemocrático.

Até o momento, os investigadores não identificaram qual emissora seria alvo da ação. Tradicionalmente, o primeiro debate presidencial é realizado pela Band, enquanto o último costuma ser promovido pela TV Globo.

Investigados estudavam o Palácio do Planalto

Segundo o delegado Maurílio Coelho Lima, os suspeitos compartilharam informações sobre a estrutura de prédios públicos e discutiram possíveis formas de entrada e saída do Palácio do Planalto.

A investigação identificou ainda o compartilhamento da planta baixa do edifício, utilizada nas discussões sobre possíveis rotas de acesso e fuga.

Também foram encontrados mapas e informações sobre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Relatório aponta risco elevado

Um relatório do Ciberlab, laboratório do Ministério da Justiça especializado no combate a crimes cibernéticos, classificou o conteúdo analisado como de “elevado grau de periculosidade”.

Segundo a investigação, as conversas envolviam planejamento de ações violentas, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à prática de crimes.

Entre os materiais encontrados estavam manuais para fabricação de explosivos e coquetéis molotov, além de discussões sobre quantidade de explosivos, custos das ações e recrutamento de pessoas para cometer ataques.

Dois grupos foram identificados no Telegram

A investigação identificou dois grupos no Telegram. Um deles reunia mais de 600 integrantes.

Os participantes considerados mais radicalizados eram direcionados para outro grupo, que contava com 46 pessoas e concentrava discussões e instruções relacionadas a possíveis ataques.

As conversas também indicavam planos de recrutamento interestadual, formação tática, seleção de alvos e invasão de edifícios públicos.

Operação ocorreu em cinco estados

A Operação Rede Interrompida foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal em 4 de agosto.

Foram cumpridos mandados de busca em oito cidades dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Os oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, podem responder por crimes como associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.

Computadores e celulares apreendidos durante a operação continuam sendo analisados pelas autoridades para determinar a extensão dos planos e o grau de participação individual de cada suspeito.

Da redação do 40 Graus.

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