
O senador Jaques Wagner (PT-BA) voltou a negar qualquer vínculo com o Banco Master e criticou as acusações que o colocam no centro de uma investigação da Polícia Federal. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que a apuração não conseguirá comprovar qualquer favorecimento à instituição financeira.
"Não quero proteção, quero correção", declarou o senador. Segundo Wagner, a narrativa apresentada pela PF é "artificial". "Eles inventaram que trabalhei pelo Banco Master. E eu nunca trabalhei a favor, trabalhei contra", afirmou.
O parlamentar ressaltou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já confirmou que sua atuação no Congresso Nacional contrariou os interesses do banco. A única iniciativa apresentada por Wagner sobre o tema foi uma emenda à MP 1106/2022, que buscava limitar os juros do crédito consignado e ampliar a proteção aos consumidores.
Sobre a PEC 65/2023, que amplia a autonomia do Banco Central, o senador afirmou que não é autor da chamada "Emenda Master" e que votou contra a proposta. O relator do texto, senador Plínio Valério (PSDB-AM), também informou, por meio de nota, que "jamais" foi procurado por Wagner para tratar do assunto.
Na entrevista, Jaques Wagner ainda rebateu a tese de que o caso teria começado na Bahia. Segundo ele, a expansão do Banco Master ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a gestão do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
"O Banco Master foi concretizado no governo Bolsonaro", afirmou. O senador também comparou o caso à CPMI do INSS, alegando que, após a investigação revelar o esquema, adversários políticos passaram a tentar atribuir a responsabilidade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Da Redação...