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Vereador de Cuiabá pode ficar inelegível após fala homofóbica contra colega na Câmara

Deputado do PSol acionou o MPF e pediu ao TSE a inelegibilidade de Rafael Ranalli (PL-MT) após vereador chamar colega de “baitola” durante sessão legislativa.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal A Tarde
26/05/2026 às 21h34
Vereador de Cuiabá pode ficar inelegível após fala homofóbica contra colega na Câmara

O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli pode enfrentar um pedido de inelegibilidade após uma fala considerada homofóbica direcionada ao também vereador Daniel Monteiro durante uma sessão da Câmara Municipal.

O caso ganhou repercussão depois que o deputado estadual Guilherme Cortez encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando providências contra Ranalli. Segundo o parlamentar paulista, o episódio configura um comportamento incompatível com a função pública.

A declaração ocorreu durante uma sessão da Câmara Municipal de Cuiabá, na última terça-feira (19). Após a leitura de uma proposta da presidente da Casa, Paula Calil, Daniel Monteiro comentou em tom de provocação:

“Valeu Jean Wyllys da Câmara”.

Na sequência, Rafael Ranalli respondeu:

“Valeu, petista, cê não vai embora hoje? Cês não votaram pra ele ir embora? Vai embora, baitola!”

A fala repercutiu nas redes sociais e motivou críticas de diversos setores. De acordo com a assessoria de Guilherme Cortez, a denúncia foi feita publicamente por moradores de Cuiabá e repercutida por portais de notícias locais.

Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou:

“Estou pedindo ao TSE a inelegibilidade do vereador Rafael Ranalli, do PL de Cuiabá, que chamou um colega de ‘baitola’ durante uma sessão da Câmara. Quando os representantes públicos agem dessa maneira, passam um recado para toda a sociedade. Homofobia é crime e a política não pode ser espaço livre para ela.”

Ranalli fala em “brincadeira” e lamenta repercussão

Em nota enviada ao jornal Metrópoles, Rafael Ranalli afirmou que a declaração ocorreu em um contexto informal de bastidores e entre parlamentares que mantêm uma relação cordial.

Segundo a manifestação do vereador:

“O vereador reafirma seu respeito ao colega Daniel Monteiro (Republicanos), bem como a todas as pessoas, e lamenta interpretações que desconsiderem o contexto completo em que a fala ocorreu.”

Daniel Monteiro minimiza episódio

O vereador Daniel Monteiro, alvo da declaração, também se pronunciou e classificou o episódio como uma “brincadeira infeliz”. Ele destacou que mantém uma boa relação pessoal com Rafael Ranalli e afirmou que as divergências entre os dois são apenas políticas.

Monteiro ainda comentou que expressões desse tipo fazem parte de um hábito cultural presente na sociedade, embora possam gerar ofensas:

“Infelizmente, a gente tem uma cultura, eu falo na primeira pessoa do plural porque toda a sociedade tem isso, de fazer brincadeiras com termos jocosos. Não passou disso. Foi uma brincadeira que não foi feliz. Pode fazer com que pessoas se sintam ofendidas, mas nele não teve intenção nenhuma de fazer isso.”

Da redação...

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