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Vaquejada de Formosa do Rio Preto vira alvo do Ministério Público por causa cachês milionários

A r'ecomendação“ do MP pede a suspensão de show de Natanzinho Lima - os gastos com os artistas ultrapassam R$ 4 milhões e levantam debate sobre prioridades em município com desigualdades sociais.

28/04/2026 10h59
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Sigi Vilares
Vaquejada de Formosa do Rio Preto vira alvo do Ministério Público por causa cachês milionários

A tradicional vaquejada de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA) — e não foi por causa da poeira levantada na pista. O motivo da polêmica são os cachês milionários pagos a artistas que irão se apresentar no evento, previsto para acontecer entre os dias 28 e 31 de maio.

Entre os nomes mais comentados está o cantor Natanzinho Lima, cujo show foi orçado em R$ 800 mil. O valor chamou tanta atenção que o MP-BA recomendou a suspensão da apresentação, alegando falta de razoabilidade nos gastos públicos.

Mas o caso está longe de ser isolado dentro da programação. A dupla Maiara e Maraisa aparece logo atrás, com um cachê de R$ 784 mil. Felipe Amorim deve receber R$ 500 mil, enquanto o veterano Amado Batista, já consolidado na música brasileira, foi contratado por R$ 495 mil. A lista segue com Rei Vaqueiro (R$ 450 mil), Erick Land (R$ 300 mil), Marília Tavares (R$ 228 mil), Neto Brito (R$ 260 mil), Pagod’art (R$ 150 mil) e, fechando a conta com mais “modéstia”, Túlio Duarte, que receberá R$ 75 mil.

Aliás, a discrepância levanta até uma curiosidade quase filosófica: quem é Túlio Duarte e como ele se sente ao dividir palco — e orçamento — com cifras que parecem ter saído de outro planeta?

Somados, os valores dos cachês chegam a cerca de R$ 4 milhões, montante que será desembolsado pela prefeitura para a realização do evento. O número impressiona — principalmente quando colocado ao lado da realidade de muitos municípios brasileiros, onde parte significativa da população ainda enfrenta dificuldades básicas no dia a dia.

Defensores da festa argumentam que eventos desse porte movimentam a economia local, geram empregos temporários e fortalecem a cultura regional. Os críticos, por outro lado, questionam as prioridades: até que ponto é razoável investir milhões em entretenimento enquanto demandas essenciais seguem sem solução?

No fim das contas, a vaquejada continua sendo um símbolo cultural importante, mas agora também se tornou um palco de um debate mais amplo — não sobre quem canta melhor, mas sobre quem paga a conta.

Da redação do 40 Graus.

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