O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta sexta-feira (24), a ampliação dos métodos de aplicação da pena de morte para crimes federais nos Estados Unidos. A decisão autoriza o Departamento de Justiça a utilizar novos procedimentos de execução, incluindo pelotões de fuzilamento, eletrocussão e gás letal.
De acordo com o procurador-geral interino, Todd Blanche, a medida busca corrigir o que classificou como uma “omissão” da gestão anterior. Em nota oficial, ele afirmou que o governo retoma a aplicação da punição máxima em casos considerados mais graves, como terrorismo e assassinatos de crianças e policiais. “O Departamento de Justiça volta a fazer cumprir a lei e a se posicionar ao lado das vítimas”, declarou.
Durante seu primeiro mandato, Trump já havia retomado execuções federais após um hiato de 17 anos, com a morte de 13 presos em um período de seis meses. Agora, no início de sua segunda gestão, o presidente sinaliza a intenção de acelerar os processos para crimes classificados como “mais vis”.
A medida, no entanto, tem sido alvo de críticas internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera alguns dos métodos autorizados, como o uso de gás nitrogênio, como cruéis e desumanos.
Além disso, a decisão enfrenta entraves jurídicos dentro do próprio país. Isso porque o governo federal depende dos protocolos estabelecidos por cada estado para realizar execuções. Atualmente, apenas cinco estados permitem o uso de fuzilamento, enquanto nove autorizam a cadeira elétrica.
A nova diretriz também contraria a política adotada pelo ex-presidente Joe Biden, que, antes de deixar o cargo, comutou as penas de quase todos os condenados à morte em âmbito federal.
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