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Política Hungria

Orbán admite derrota histórica após 16 anos no poder na Hungria

Líder da oposição, Peter Magyar, celebra vitória e promete reaproximação com o Ocidente.

12/04/2026 17h13
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
Orbán admite derrota histórica após 16 anos no poder na Hungria

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu neste domingo (12) a derrota nas eleições parlamentares realizadas no país. Após 16 anos no poder, o líder afirmou que o resultado foi “incontestável e doído” e parabenizou a oposição pela vitória.

O principal nome vitorioso é Peter Magyar, líder do partido Tisza, que agradeceu aos eleitores nas redes sociais logo após a divulgação dos resultados parciais. Segundo ele, Orbán chegou a telefonar para reconhecer a derrota e desejar sucesso ao novo governo.

A Hungria, com cerca de 9,5 milhões de habitantes, adota o sistema parlamentarista, no qual o primeiro-ministro é a principal figura do Executivo, escolhido pelo Parlamento. Orbán ocupava o cargo desde 2010 e era considerado uma das principais lideranças da direita global, com forte alinhamento ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante seu governo, Orbán ficou conhecido por posições firmes contra a imigração, críticas à União Europeia, oposição a pautas LGBTQIA+ e resistência ao apoio ocidental à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

Já Peter Magyar surge como uma figura mais recente na política húngara. Ele ganhou notoriedade há cerca de dois anos, após um escândalo envolvendo sua ex-esposa, Judit Varga, ex-ministra da Justiça do governo Orbán. O caso gerou forte repercussão e levou à saída dela da vida pública.

Desde então, Magyar rompeu com o partido governista Fidesz e passou a denunciar supostos casos de corrupção e práticas de desinformação. Em pouco tempo, consolidou sua liderança, levando seu partido a conquistar 30% dos votos nas eleições europeias de 2024.

Com a vitória agora confirmada, Magyar promete mudar os rumos da política externa do país. Entre as prioridades, estão a reaproximação com o Ocidente e o fortalecimento das relações com a União Europeia, além da redução da dependência energética da Rússia.

Apesar disso, o novo líder sinalizou que pretende manter relações “pragmáticas” com Moscou, indicando uma política externa mais equilibrada em comparação ao governo anterior.

Da Redação...

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