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Política FGTS

Governo estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para reduzir endividamento

Medida pode beneficiar cerca de 10 milhões de trabalhadores e faz parte de um plano para ampliar a renda das famílias e facilitar renegociações de dívidas.

09/04/2026 12h51
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Governo estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para reduzir endividamento

O governo federal prepara um conjunto de medidas para enfrentar o alto nível de endividamento no país. Entre as principais ações em estudo está a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do FGTS para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a iniciativa busca destravar valores retidos e ampliar a renda disponível das famílias.

A proposta envolve recursos que ficaram indisponíveis após demissões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e utilizaram parte do saldo do FGTS como garantia de empréstimos. Segundo o ministro, a Caixa Econômica Federal reteve valores acima do necessário para cobrir esses contratos, o que levou o governo a revisar os bloqueios e estudar a liberação do excedente.

Outra medida em análise é a ampliação do uso do FGTS como garantia em operações de crédito consignado. Atualmente, o limite corresponde a 10% do saldo, mas a equipe econômica avalia flexibilizar esse percentual.

Também está em discussão a possibilidade de utilizar integralmente a multa rescisória de 40% como garantia, com o objetivo de reduzir os juros e o valor das parcelas, facilitando o acesso ao crédito.

As propostas fazem parte de um plano mais amplo de reorganização das dívidas das famílias brasileiras, com participação de instituições financeiras. A estratégia prevê incentivar a renegociação de contratos e diminuir o peso das prestações no orçamento doméstico.

Nesse contexto, o FGTS aparece como uma ferramenta complementar dentro de um pacote voltado ao reequilíbrio das finanças das famílias.

O ministro destacou ainda que os juros elevados, as mudanças nos hábitos de consumo e o surgimento de novos gastos têm pressionado o orçamento dos brasileiros. Entre os fatores citados estão as apostas online, o uso mais frequente do crédito, o aumento das despesas fixas e o maior comprometimento da renda.

Além disso, seguem em debate no Congresso propostas como a redução da jornada de trabalho e a regulamentação das atividades por aplicativos.

Da Redação.

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