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Anvisa registra 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras desde 2018

O sistema Vigimed soma mais de 2,4 mil eventos adversos; fabricantes defendem segurança e uso com acompanhamento médico.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
21/02/2026 às 12h33
Anvisa registra 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras desde 2018

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou ter recebido 65 notificações de mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” entre 1º de dezembro de 2018 e 7 de dezembro de 2025.

No mesmo período, o sistema Vigimed — plataforma da agência para monitoramento de eventos adversos — registrou 2.436 notificações relacionadas aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Segundo a Anvisa, uma única notificação pode incluir mais de um evento adverso e mais de um desfecho clínico.

A agência ressalta que o registro de notificação não significa que o medicamento tenha causado a morte. A confirmação de relação causal exige avaliação clínica e científica detalhada, levando em conta fatores como condições pré-existentes do paciente, uso concomitante de outros medicamentos e a regularidade do produto utilizado.

Os princípios ativos citados são indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em determinadas formulações, também para obesidade. Entre as marcas comercializadas estão Mounjaro, Rybelsus, Ozempic, Xultophy, Saxenda, Victoza, Trulicity e Wegovy.

A Anvisa destacou ainda que não é possível identificar, a partir das notificações, se os casos envolvem medicamentos regularmente registrados no Brasil, produtos manipulados em farmácias ou itens importados sem registro sanitário.

Em resposta ao portal g1, as farmacêuticas Novo Nordisk e Eli Lilly afirmaram que os medicamentos seguem padrões internacionais de segurança.

As empresas informaram que riscos conhecidos, como pancreatite, constam nas bulas e reforçaram que a prescrição e o acompanhamento devem ser individualizados, sob responsabilidade do médico assistente.

O debate ocorre em meio ao crescimento do uso desses medicamentos no país, especialmente fora das indicações originais, o que amplia a necessidade de monitoramento regulatório e acompanhamento clínico rigoroso.

Da Redação.

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