Domingo, 03 de Maio de 2026 17:06
77981182798
35°

Parcialmente nublado

Barreiras, BA

Saúde Anvisa

Anvisa registra seis mortes e 225 casos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras no Brasil

As notificações envolvem medicamentos à base de GLP-1 desde 2018; autoridades reforçam o uso com prescrição e acompanhamento médico.

08/02/2026 09h43
Por: F. Silva Fonte: Blog Barreiras Notícias
Anvisa registra seis mortes e 225 casos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras no Brasil

Seis mortes com suspeita de relação ao uso de canetas emagrecedoras foram notificadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2018. No mesmo período, o sistema oficial de farmacovigilância, o VigiMed, registrou 225 casos de pancreatite associados a esses medicamentos no país.

Os registros envolvem remédios da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, presentes em fármacos conhecidos comercialmente como Ozempic, Wegovy, Saxenda e Mounjaro.

O tema ganhou repercussão internacional após um alerta no Reino Unido, que apontou 19 mortes relacionadas à pancreatite em usuários dessas terapias. Apesar dos números, autoridades de saúde afirmam que não há recomendação para suspender o uso dos medicamentos, desde que haja prescrição responsável e acompanhamento médico, especialmente diante do aumento do consumo sem orientação profissional.

O que dizem os dados

Segundo a Anvisa, as notificações brasileiras incluem casos ocorridos tanto após a liberação comercial dos medicamentos quanto durante pesquisas clínicas. Há registros de pacientes em estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. As mortes, no entanto, não tiveram as unidades federativas informadas.

A agência ressalta que nem todos os casos podem estar diretamente ligados aos produtos originais, uma vez que há registros de canetas falsificadas, irregulares ou manipuladas em circulação no mercado.

Risco conhecido pela medicina

A pancreatite já consta como possível efeito adverso em algumas bulas desses medicamentos, embora seja considerada incomum. Especialistas explicam que ainda não é possível confirmar se os episódios foram causados diretamente pelos remédios ou por condições pré-existentes. Pessoas com obesidade e diabetes, público-alvo frequente dessas terapias, já apresentam risco aumentado para a doença.

No Brasil, o uso dos medicamentos segue considerado seguro quando há indicação adequada e monitoramento médico.

Medidas adotadas e posicionamento das farmacêuticas

Diante dos dados, a Anvisa passou a exigir, em abril de 2025, a retenção de receita médica para a venda desses medicamentos. A agência avalia que a medida tem sido adequada, mas não descarta novas ações caso surjam outros riscos.

Em nível global, já foram registradas 14.530 notificações de pancreatite e 378 mortes associadas a tratamentos com agonistas do GLP-1.

A farmacêutica Eli Lilly informou que monitora os relatos e reforçou que o risco está descrito na bula do Mounjaro. Já a Novo Nordisk destacou que todas as terapias dessa classe trazem advertências e que os pacientes devem interromper o uso e procurar assistência médica ao perceber sintomas suspeitos.

Do 40 Graus.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários