
O pastor e fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (20), possui dívidas tributárias com a União que ultrapassam R$ 17 milhões.
De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o montante inclui R$ 6,9 milhões em débitos previdenciários e R$ 10,1 milhões em demais débitos tributários.
A maior parte da dívida, cerca de R$ 16 milhões, está registrada em nome da Editora Central Gospel Ltda., empresa fundada por Malafaia em sociedade com a esposa, Elizete Malafaia, e que entrou em recuperação judicial em 2019. Outra parte menor, de R$ 46.388,42, é atribuída à Assembleia de Deus.
O valor atual é 843% maior do que a dívida ativa registrada pela Central Gospel em 2021, o que significa quase dez vezes mais que o montante anterior.
Em entrevista ao colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, Malafaia reconheceu as dívidas e afirmou que seus advogados estão cuidando do processo:
“Sobre os outros credores, eu já estou pagando na recuperação judicial, que já foi concluída, já foi homologada. Já estou pagando há dois anos isso”, disse o pastor.
O advogado Jorge Vacite Neto, que representa Malafaia, também se manifestou por meio de nota:
“Os débitos fiscais encontram-se em processo de revisão interna, a fim de possibilitar sua regularização nos valores corretos. Quanto ao processo de reestruturação econômico-financeira da empresa (recuperação judicial), esclarecemos que o mesmo foi encerrado (arquivado), com o integral cumprimento de todas as fases e obrigações por parte da Editora Central Gospel. Esse cumprimento foi devidamente atestado pela magistrada responsável, com fiscalização do administrador judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.”
Da redação do 40 Graus.