O governo dos Estados Unidos condenou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A medida foi anunciada após Moraes considerar que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao se manifestar publicamente durante atos ocorridos no domingo (3), por meio de gravações divulgadas por seus filhos e apoiadores nas redes sociais.
Em nota oficial, o Escritório do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental — ligado à gestão do ex-presidente Donald Trump — criticou duramente a decisão da Corte brasileira. “O juiz [Alexandre de] Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, afirmou o órgão.
O comunicado também defende o direito de Bolsonaro à livre manifestação e critica o aumento das restrições contra o ex-presidente: “Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta.”
A decisão do ministro Alexandre de Moraes sustenta que o ex-presidente violou medidas cautelares impostas pelo STF ao produzir conteúdos com mensagens consideradas de "incentivo e instigação" a ataques ao Supremo e de "apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário Brasileiro". Segundo Moraes, o conteúdo foi divulgado pelas redes sociais dos filhos de Bolsonaro e de seus apoiadores políticos.
“Não há dúvida de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu o ministro. “O réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário Brasileiro.”
A medida gerou forte repercussão política e internacional, especialmente entre aliados do ex-presidente Bolsonaro e setores conservadores dos Estados Unidos.
Da Redação do 40 Graus.
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