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Além de Pix, Estados Unidos miram 'Rua 25 de Março' em investigação contra o Brasil

O USTR alega que “a região tem permanecido, por décadas, como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar das operações realizadas para combatê-la”.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
16/07/2025 às 11h29
Além de Pix, Estados Unidos miram 'Rua 25 de Março' em investigação contra o Brasil

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (15) a abertura de uma ampla investigação contra o Brasil, com foco em supostas práticas comerciais desleais. A apuração abrange seis áreas principais e inclui temas sensíveis como o Pix — sistema brasileiro de pagamentos instantâneos — e a tradicional rua 25 de Março, em São Paulo, considerada um dos maiores polos de comércio popular do país.

Na primeira frente da investigação, sob o tema “Comércio digital e serviços eletrônicos de pagamento”, os Estados Unidos alegam que o Brasil favorece serviços de pagamento desenvolvidos pelo governo, como o Pix, em detrimento de empresas privadas e estrangeiras. Para o USTR, isso pode gerar distorções de concorrência no setor financeiro digital.

Outro ponto de destaque no relatório é a proteção da propriedade intelectual. A rua 25 de Março foi citada como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo, permanecendo na lista de “Mercados Notórios por Falsificação e Pirataria” do USTR. O órgão norte-americano aponta que, apesar das operações para coibir o comércio ilegal, a região continua afetando marcas americanas com a venda de produtos piratas.

Além dessas duas frentes, a investigação também inclui:

  • Tarifas preferenciais: acusação de que o Brasil adota práticas comerciais que favorecem países parceiros em detrimento dos EUA;

  • Combate à corrupção: críticas ao suposto enfraquecimento dos mecanismos de prevenção e controle da corrupção;

  • Barreiras ao etanol americano: apontamento de dificuldades impostas à entrada do etanol dos EUA no mercado brasileiro;

  • Desmatamento ilegal: preocupação com os impactos ambientais e seus reflexos nas relações comerciais bilaterais.

A abertura da investigação ocorre em um momento delicado para o governo brasileiro, que tenta reverter a imposição de tarifas de 50% sobre produtos nacionais, medida anunciada pelo ex-presidente Donald Trump. O tarifaço está previsto para entrar em vigor em 1º de agosto, caso não haja acordo entre os dois países.

Com informações do Portal Meio Norte.

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