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'Inaceitável': Lula comenta postura de Trump e diz que Brasil vai buscar OMC

O presidente disse que não vai perder a calma sobre o tema, mas que o país está disposto a aplicar contramedidas previstas na chamada Lei de Reciprocidade.

11/07/2025 06h51
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
'Inaceitável': Lula comenta postura de Trump e diz que Brasil vai buscar OMC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificou como "inadmissível" a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros. Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta quarta-feira (9), Lula afirmou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e, caso a medida se confirme, está disposto a adotar ações de retaliação com base na Lei de Reciprocidade.

Trump justificou a nova tarifa alegando insatisfação com processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A vinculação entre a política comercial dos EUA e questões judiciais internas do Brasil foi duramente criticada por Lula.

"É inaceitável que o presidente Trump mande uma carta, pelo site dele, e comece dizendo que é preciso acabar com a caça às bruxas. Isso é inadmissível. Aqui no Brasil, há Justiça. Estamos conduzindo um processo com direito à presunção de inocência. Quem cometeu erro será punido, como manda a lei brasileira", afirmou o presidente.

Lula ressaltou que o Brasil não deseja conflitos, mas exige respeito às suas instituições. "O Brasil não tem contencioso com ninguém. Não queremos brigar, queremos negociar. Mas queremos que sejam respeitadas as decisões brasileiras", disse.

O presidente também anunciou que está pronto para aplicar a Lei de Reciprocidade, sancionada por ele em abril deste ano. A legislação permite ao governo federal adotar contramedidas contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil.

Quanto a medidas diplomáticas, Lula afirmou que a decisão caberá ao Itamaraty, incluindo a possibilidade de convocar a embaixadora brasileira nos EUA para consultas em Brasília — uma atitude considerada dura na diplomacia internacional.

A taxação anunciada por Trump entrará em vigor em 1º de agosto e será aplicada separadamente de outras tarifas setoriais, como as que afetam o aço e o alumínio brasileiros.

Com informações do Portal Meio Norte.

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