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Ataque israelense mata 30 pessoas em Gaza, incluindo jornalista, diz Hamas

De acordo com autoridades médicas palestinas, os bombardeios ocorreram em Khan Yunis (sul), Jabalia (norte) e Nuseirat (centro).

25/05/2025 17h31
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Meio Norte
Ataque israelense mata 30 pessoas em Gaza, incluindo jornalista, diz Hamas

Os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza continuam intensos e provocaram, neste domingo (25), novas mortes em diversas regiões do território palestino. De acordo com autoridades médicas locais, os ataques ocorreram em Khan Yunis (sul), Jabalia (norte) e Nuseirat (centro).

Em Jabalia, o jornalista Hassan Majdi Abu Warda e vários membros de sua família morreram após um ataque atingir sua residência. Segundo o escritório de imprensa do governo local, Abu Warda é o 220º jornalista morto na Faixa de Gaza desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023.

Em Nuseirat, o chefe do serviço de emergência civil de Gaza, Ashraf Abu Nar, também morreu juntamente com sua esposa após um bombardeio atingir sua casa.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) não comentaram os ataques até o momento.

Ofensiva em escalada

Israel segue ampliando sua ofensiva contra o grupo Hamas, apesar das crescentes críticas internacionais quanto ao impacto humanitário da guerra. Na última sexta-feira (23), um ataque em Khan Yunis matou nove dos dez filhos de um casal de médicos palestinos, com idades entre 7 e 12 anos.

O governo de Gaza, controlado pelo Hamas, afirma que Israel já exerce controle direto sobre 77% do território da Faixa, seja por meio da presença de tropas terrestres, zonas de evacuação ou áreas severamente bombardeadas, impossibilitando o retorno da população.

Confrontos armados

Os braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica divulgaram comunicados neste domingo relatando emboscadas e ataques com explosivos e foguetes antitanque contra tropas israelenses.

As FDI, por sua vez, informaram que realizaram ataques contra 75 alvos militares na Faixa de Gaza na sexta-feira, incluindo depósitos de armas e lançadores de foguetes.

Crise humanitária se agrava

O conflito teve início após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.200 mortos em Israel e resultou no sequestro de 251 pessoas, levadas como reféns para Gaza.

Desde então, mais de 53.900 palestinos morreram, segundo autoridades de saúde locais. A Faixa de Gaza enfrenta um colapso humanitário, com severa escassez de alimentos, água potável e assistência médica. Organizações humanitárias alertam para o avanço da desnutrição grave, especialmente entre crianças.

O conflito segue sem perspectivas de cessar-fogo, enquanto a situação da população civil se torna cada vez mais insustentável.

Com informasções do Meio Norte.

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