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Suspensa pela Anac e em crise financeira, Voepass operava em 16 destinos

Companhia viu crise se agravar após desastre aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 2024.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte
11/03/2025 às 15h11
Suspensa pela Anac e em crise financeira, Voepass operava em 16 destinos

Antes de ser suspensa pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por questões de segurança, a Voepass operava voos comerciais para 16 destinos. A empresa enfrenta uma crise desde o acidente aéreo ocorrido em Vinhedo (SP), em 2024, que resultou na morte de 62 pessoas. Recentemente, a companhia anunciou um plano de reestruturação financeira.

Nos últimos meses, a Voepass obteve decisões judiciais favoráveis, incluindo a suspensão de ações movidas por credores e a determinação de depósitos em juízo por parte da Latam. Após a tragédia, a companhia também optou por encerrar operações em vários destinos.

Desde 2014, a Voepass, com sede em Ribeirão Preto (SP), mantém um acordo de codeshare com a Latam, permitindo que passageiros utilizem suas aeronaves em conexões e trechos operados em parceria.

De acordo com informações do site oficial da companhia e confirmadas pela assessoria de comunicação, a Voepass opera atualmente nos seguintes locais:

  • Ribeirão Preto (SP);
  • Guarulhos (SP);
  • São Paulo - Aeroporto de Congonhas (SP);
  • Rio de Janeiro - Aeroporto Internacional de Galeão (RJ);
  • Juiz de Fora - Zona da Mata (MG);
  • Presidente Prudente (SP);
  • Ipatinga (MG);
  • Florianópolis (SC);
  • Santa Maria (RS);
  • Pelotas (RS);
  • Joinville (SC);
  • Recife (PE);
  • Fernando de Noronha (PE);
  • Carauari (AM);
  • Manaus (AM);
  • Porto Urucu (AM).

Com a decisão da Anac, 34 voos foram cancelados nesta terça-feira, impactando 1.908 passageiros. A Voepass afirmou que buscará comprovar a segurança de suas operações e já iniciou negociações para reverter a suspensão.

A empresa declarou ter recebido a notificação da Anac e iniciou tratativas internas para demonstrar sua capacidade de garantir os níveis de segurança exigidos pela agência reguladora. Além disso, reitera que sua frota em operação é aeronavegável e cumpre rigorosos padrões de segurança.

A Anac orienta os passageiros afetados a entrarem em contato com a empresa ou com as agências responsáveis pela venda das passagens para solicitar reembolso ou reacomodação em outra companhia aérea.

A Voepass enfrenta dificuldades financeiras agravadas pelos impactos da pandemia, acordos trabalhistas e divergências com a Latam. Suas dívidas totalizam pelo menos R$ 215 milhões, incluindo R$ 30,2 milhões em débitos trabalhistas.

A paralisação dos voos durante a pandemia afetou significativamente o faturamento da empresa, dificultando o pagamento de contratos de leasing e manutenção. Para preservar empregos, a companhia firmou acordos com sindicatos e implementou o Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), mas ainda enfrenta execuções e bloqueios que impactam sua situação financeira.

Fonte: Portal Meio Norte.

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