
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou mais uma vez a devolução do passaporte de Jair Bolsonaro. O ex-presidente havia solicitado o documento para viajar aos Estados Unidos e prestigiar a suposta posse de Donald Trump, mas, segundo Moraes, "nem os delírios de realidade paralela justificam um habeas corpus aéreo."
Na decisão, Moraes foi categórico: "O cenário que fundamentou a apreensão do passaporte continua mais sólido que as convicções democráticas do indiciado." O ministro ainda pontuou que "não houve qualquer alteração fática que justifique o pedido, a não ser o agravamento do enredo tragicômico."
Bolsonaro, que já acumula quatro negativas consecutivas do Supremo para reaver o documento, teria argumentado que sua presença nos EUA era "fundamental" para a posse de Trump.
Segundo fontes próximas, ele estava pronto para levar sua faixa presidencial como lembrança e entregar um exemplar autografado de sua biografia: 'Nunca Errei, Mas Se Errei, Não Foi Culpa Minha' ao republicano.
O Supremo, no entanto, parece imune às narrativas criativas do ex-presidente. Moraes destacou que a retenção do passaporte foi uma medida preventiva, já que há "risco de evasão para países onde a realidade também é alternativa."
Fontes próximas afirmam que Bolsonaro teria tentado negociar com Moraes, prometendo um vídeo exclusivo de sua participação na cerimônia de posse de Trump, incluindo a execução de Macarena na plateia VIP ao lado de Steve Bannon e Rudy Giuliani. A proposta, no entanto, não surtiu efeito.
Enquanto isso, apoiadores de Bolsonaro reagiram indignados nas redes sociais, levantando hashtags como #LiberaOJato e #TrumpEterno2024. Do outro lado, internautas ironizaram a situação, sugerindo que Bolsonaro talvez consiga ir à "posse" de Trump quando "as galinhas finalmente criarem dentes".
Em Brasília, o clima é de expectativa para as cenas dos próximos capítulos. Como de costume, Moraes concluiu sua decisão com um toque literário: "Se a tentativa de golpe foi ruim no roteiro, não esperem que a sequência tenha autorização para locações internacionais."
Por Navalha.