
A líder do PP no Senado, Tereza Cristina, afirmou que, apesar da aproximação de nomes do seu partido com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não há possibilidade da legenda integrar a base.
A ex-ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou que, caso algum filiado assuma um ministério, será uma escolha pessoal do presidente Lula.
"O presidente do PP, Ciro Nogueira, tem dito que ele é de oposição, tenho visto todo dia ele falando.
No governo passado a minha escolha como ministra da Agricultura e do Luiz Henrique Mandetta, por exemplo, não foi indicação do DEM, partido que éramos filiados. Foi uma escolha pessoal [do Bolsonaro], e o DEM ficou fora do governo. Agora acontece a mesma coisa. O PP pode ter alguém indicado por A ou B, mas é um nome, não quer dizer que o partido vá para o governo", disse, em entrevista ao jornal O Globo.
Tereza foi citada pelo presidente do PP senador Ciro Nogueira, como uma possível vice em 2026. Ela, no entanto, evita se colocar como candidata, mas reforça que é importante que partidos que deram sustentação a Bolsonaro não se dividam.
A líder do partido falou ainda que não há chance de o PP barrar filiados no governo. "Aqui no Senado a nossa bancada é muito coesa, tem sido de oposição, mas uma oposição responsável, votando pelo Brasil. Não é só porque é oposição que tem que votar contra tudo. Falando do meu caso, nunca recebi uma orientação: 'Vote contra ou a favor disso'. O PP encaminha sim, mas temos a liberdade de tomar nossas decisões", afirmou.