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Advogado de Trump questiona o futuro da democracia brasileira após a vitória de Lula

Martin de Luca compara o cenário político do Brasil ao da Venezuela e pede atenção internacional à preservação da oposição e das instituições democráticas.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
26/10/2026 às 18h31
Advogado de Trump questiona o futuro da democracia brasileira após a vitória de Lula

O advogado Martin de Luca, que representa Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (26), na rede social X, uma análise sobre os rumos da democracia brasileira após a vitória eleitoral de Lula (PT). No texto, ele questiona se o país manterá a normalidade democrática ou seguirá um caminho semelhante ao da Venezuela sob Nicolás Maduro.

De Luca criticou declarações de Lula favoráveis à ampliação da regulamentação das plataformas digitais e mencionou a contestação do resultado eleitoral por seu adversário. Segundo o advogado, houve uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega de passaportes e a proibição de deixar o país. A publicação, porém, não apresentou detalhes adicionais sobre a decisão citada.

Como exemplo, o advogado lembrou a vitória da oposição venezuelana nas eleições parlamentares de 2015 e as medidas posteriores que restringiram os poderes da Assembleia Nacional. Para ele, o episódio demonstra o risco de instituições manterem suas estruturas formais enquanto perdem independência e capacidade de atuação.

O advogado também alertou para o possível uso do sistema judicial contra adversários políticos como instrumento de concentração de poder, mesmo quando a oposição continua autorizada a disputar eleições.

Ao abordar o reconhecimento internacional do resultado brasileiro, De Luca pediu que os Estados Unidos e outros governos acompanhem as condições para o exercício da oposição política. Em sua publicação, escreveu: “Protejam a dissidência legal, permitam desafios eleitorais e justifiquem toda restrição por meio de evidências e devido processo”.

Ao concluir, afirmou que a vitória nas urnas legitima o exercício do governo, mas não autoriza a eliminação dos adversários políticos: “Ela não confere autoridade para extinguir a oposição”.

Da redação do 40 Graus...
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