
O celular do tenente-coronel Mauro Cid, apreendido pela Polícia Federal, tinha considerações do jurista Ives Gandra Martins sobre situações em que o governo poderia usar uma decretação da lei e da ordem (GLO).
Também foram encontradas pela Polícia Federal análises do jurista sobre a suposta legitimidade da convocação das Forças Armadas para conter uma crise entre Executivo e Judiciário, por exemplo.
Os dados, reunidos em um relatório de 66 páginas produzido sob a supervisão da Diretoria de Inteligência da PF, mostram que as respostas de Gandra foram fruto de um questionamento de um militar, aluno do curso de Comando e Estado Maior do Exército.
Em resposta à consulta, Ives afirma, entre outras coisas, que o emprego das Forças Armadas “pode ocorrer em situação de normalidade se no conflito entre poderes, um deles apelar para as Forças Armadas, em não havendo outra solução”.
A partir das respostas, Cid armazenou em seu celular um arquivo às vésperas do segundo turno e intitulado “Análise Ideia Ives Gandra”.
Fonte: Metro1.
