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Ministro de Bolsonaro manda PF investigar pesquisas após pedido de Valdemar

A determinação de apuração da PF se deu com base em uma planilha da campanha de Bolsonaro e pode indicar novo uso da máquina pública em favor do ex-capitão

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Portal Metro1
15/12/2022 às 17h00 Atualizada em 15/12/2022 às 18h00
Ministro de Bolsonaro manda PF investigar pesquisas após pedido de Valdemar

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, mandou a Polícia Federal investigar os institutos de pesquisa eleitorais com base em uma representação assinada por Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro, que mostram documentos obtidos pelo UOL com base na LAI (Lei de Acesso à Informação).

As investigações da PF foram suspensas pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, que apontou: 

- A falta de justa causa para a investigação; 

- A ausência de competência da PF para conduzir o caso. 

O pedido de acesso feito pelo UOL pedia a íntegra da representação na qual o ministro afirmou que baseou seu despacho à PF.

A solicitação foi inicialmente negada pelo governo, que alegou sigilo. No entanto, após recurso feito pela reportagem, também por meio da LAI, a gestão disse que não havia razão legal para impedir o acesso aos registros. 

POR QUE ESSES DOCUMENTOS SÃO IMPORTANTES?

- Porque demonstram que um ministro do governo atendeu a um pedido feito pela campanha de Bolsonaro, então candidato à reeleição, para investigar institutos de pesquisa eleitoral; 

- O ataque aos institutos alimentou a narrativa de Bolsonaro e seus aliados no segundo turno das eleições;

- Torres disse publicamente que o documento apontou "condutas" que caracterizariam a "prática de crimes" dos institutos, mas a representação tinha somente uma planilha com o resultado de pesquisas em comparação com o resultado das urnas; 

- A representação de Valdemar somente mencionou pesquisas que davam Lula na frente de Bolsonaro; ignorando institutos que pregavam vitória de Bolsonaro;

- Integrantes do Ministério Público Federal e da PGR consultados reservadamente pelo UOL, além de especialistas em direito penal, veem como atípica a conduta de Torres e possível "dobradinha" de Valdemar com o ministro.

Fonte: Metro1.

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