Minutos mais tarde, Bolsonaro foi obrigado a ouvir calado a senadora Soraya Thronicke (UNIÃO-BRASIL) dizer:
“Quando homens são tchutchuca com homens, mas vêm para cima das mulheres como tigrão, eu não aceito. No meu estado (MS), tem mulher que vira onça. O PT nos separava, e este governo está fazendo o mesmo”.
Simone não perdoou Bolsonaro pelo “cala a boca”, e disparou:
“Não vi o presidente da República pegar a moto dele e ir a um hospital dar um abraço em uma mãe que perdeu um filho na pandemia.”
De longe, Simone foi a vencedora do debate. Se criticou Bolsonaro e o seu governo com firmeza, mas sem jamais perder a elegância, fez a mesma coisa com Lula e os governos do PT.
Lula jogou claramente pelo empate, o que não conseguiu. Mas, se ele como líder das pesquisas de intenção de voto não perdesse o debate por muitos pontos, já sairia satisfeito. Não sei se saiu.
Enquanto Bolsonaro falou para sua bolha, Lula falou para além da bolha dele, acenando para Ciro com uma proposta de união no segundo turno, e para o PDT com uma vaga no seu ministério.
Nem por isso deixou de dar uma estocada em Ciro, quando recomendou que ele não viajasse a Paris durante um eventual segundo turno. Ciro viajou em 2018.
Simone foi tratada com leveza por Lula. Os dois estão mais próximos do que possa parecer. E o que la disse sobre Bolsonaro, deixou Lula de alma lavada, poupando sua voz rouca.
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