
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aliado de Flávio Bolsonaro, reconheceu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026. A declaração reforça o reconhecimento institucional do resultado, inclusive entre setores da oposição.
Em nota, Nunes defendeu serenidade e respeito às urnas. Segundo ele, cabe ao vencedor governar, enquanto a oposição deve fiscalizar. Até aí, tudo dentro do roteiro democrático.
Mas, diretamente dos Estados Unidos, Flávio protagonizou um episódio digno de uma sátira política: em carta aberta, teria se autodeclarado “presidente do Brasil”. Depois, recuou para a condição de “líder do Brasil”. Pelo visto, até a presidência autoproclamada enfrentou uma crise de hierarquia.
A situação fica ainda mais irônica diante das informações sobre a sua saída do país e dos questionamentos relacionados às investigações em curso. Em vez de esclarecer os fatos perante as autoridades, sua postura alimenta críticas e especulações sobre o distanciamento da política brasileira.
Enquanto isso, Lula segue reconhecido pelas instituições, e até aliados de Flávio admitem a legitimidade do resultado eleitoral. A pergunta que fica é: - se o título de presidente não convence nem os próprios aliados, será que o de líder ainda se sustenta?
No fim, Flávio parece ter encontrado uma solução original para a derrota: se não dá para governar o Brasil, sempre é possível tentar governá-lo por carta — mesmo que seja do exterior. Afinal, na política da autoproclamação, o cargo pode até mudar de nome; o que não muda é a distância entre o discurso e a realidade.
Da Redação...