
A três meses das eleições, o disparo de mensagens falsas por meio de aplicativos ainda preocupa. Um dos artifícios usados por criminosos está disponibilizado gratuitamente na internet: a captação de dados de terceiros, como nome completo, data de nascimento e CPF, para viabilizar a compra de chips de celular.
Dessa forma, estrategistas de políticos têm adquirido centenas de chips de modo a disparar mensagens falsas durante o período eleitoral sem que sejam identificados os reais usuários das linhas.
Quando um número é bloqueado pelo aplicativo por disseminar fake news (seja pelo WhatsApp ou outra plataforma), o chip frio simplesmente é trocado, de modo que a propagação de notícias falsas continue. Essa prática é usada, na maioria das vezes, para atacar adversários políticos de forma apócrifa.
Desde de novembro de 2021, as operadoras de celular são obrigadas a incluir para as linhas pré-pagas em geral a checagem do CEP, inclusão de foto (selfie) e documento de identificação do titular da linha, o chamado ID Digital.
Questionadas pela coluna, nenhuma empresa se manifestou quanto ao cumprimento das exigências da nova legislação.
Relator do PL das Fake News, o senador Ângelo Coronel chegou a defender a obrigatoriedade do endurecimento do recadastramento dos chips pré-pagos, a fim de evitar a utilização “chips frios”. Ainda não houve, porém, efeito prático para impedir essa disseminação.
do Portal Metrópoles.
Para o advogado eleitoral Carlos Frota, do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Educação Jurídica (Ibrapej), chips pré-pagos são o principal instrumento de propagação de fake news e desinformação.