
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco voltou a ser apontado como possível indicado do presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações da CNN, a articulação envolve o Palácio do Planalto e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.
A movimentação ganhou força após a rejeição do nome de Jorge Messias para a Corte. Na ocasião, parlamentares já defendiam a escolha de Pacheco para o Supremo.
Caso a indicação se concretize, a ex-ministra Simone Tebet, atualmente filiada ao PSB, poderá ocupar a vaga de Pacheco no Tribunal de Contas da União (TCU). Com apoio de aliados do governo e bom trânsito entre partidos de centro, ela teria condições políticas favoráveis para disputar o cargo.
A possível chegada de Pacheco ao STF também conta com a simpatia dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Para integrantes da Corte, o perfil moderado e a capacidade de diálogo do ex-senador poderiam contribuir para reduzir os conflitos entre o Legislativo e o Judiciário.
No governo, a antecipação da escolha para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso também é vista como uma estratégia para reforçar o perfil conciliador do Supremo diante de possíveis mudanças no cenário eleitoral.
Para Alcolumbre, a articulação representa uma oportunidade política, mas também traz desafios. Principal apoiador da ida de Pacheco ao STF, o senador poderá ter de negociar a sucessão no TCU, caso a escolha do novo integrante volte a ser uma prerrogativa do Senado. Nesse cenário, a vaga poderá se tornar peça importante nas negociações entre as forças políticas.